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Nunca Más

Devise

Nunca Mais

Não dá mais pra ver na escuridão
Onde os seus olhos não me deixam só
Se o caminho é a minha solidão
Na sua garganta eu me sinto um nó

Desde que haja luz numa contramão
Qualquer destino pra eu me entregar
Na minha sede súbita, sua imensidão
Chovem sussurros pra eu me afogar

A sua carne ferve na palma da mão
Saliva doce pra eu me embriagar
O seu cheiro turva a minha visão
Mergulha fundo sem nem respirar

Como um revolto no meu coração
Sem vento ou rumo pra me orientar
Uma bomba ou surto de revolução
Se rende aos poucos pra eu me entregar

Se eu te fizer pensar
Que eu nem me importo mais
Pode fazer melhor
Que o que foi pra nós dois?

Se eu me afastar de vez
Do que ficou em nós
Posso dizer que nunca mais?

Nunca Más

Ya no puedo ver en la oscuridad
Donde tus ojos no me dejan en paz
Si el camino es mi soledad
En tu garganta me siento un nudo

Desde que haya luz en sentido contrario
Cualquier destino para entregarme
En mi repentina sed, tu inmensidad
Llueven susurros para ahogarme

Tu piel hierve en la palma de mi mano
Saliva dulce para embriagarme
Tu aroma nubla mi visión
Sumérgete profundo sin siquiera respirar

Como un revoltijo en mi corazón
Sin viento ni rumbo para orientarme
Una bomba o brote de revolución
Se rinde poco a poco para entregarme

Si te hago pensar
Que ya no me importa más
¿Puedes hacerlo mejor
Que lo que fue para nosotros dos?

Si me alejo de una vez
De lo que quedó entre nosotros
¿Puedo decir que nunca más?

Escrita por: Bruno Vieira / Luís Couto