Romance de Abelhas
De onde veio? Pra ficar.
Apareceu pra me pegar, eu sei,
Que sou seu escravo agora.
E como foi? Não disse nada.
Apenas nós dois, amotinados, eu sei,
Num romance pirata de abelhas.
Nas palavras de um velho poeta esquecido,
escondido nas entrelinhas de um livro,
Empoeirado, abandonado.
Foi sem querer, quase inocente.
Mesmo sem ver, ela estava, eu sei,
Em minha frente pra sempre.
De onde veio? à deriva,
Barco sem leme, encalhado, eu sei,
No mar desses olhos de abelha.
Fui quase mudo, assustado
Era quase absurdo, sem palavras, eu sei
Voar nessas asas de abelha.
Romance de Abejas
¿De dónde vino? Para quedarse.
Apareció para atraparme, lo sé,
Que ahora soy su esclavo.
¿Y cómo fue? No dijo nada.
Solo nosotros dos, amotinados, lo sé,
En un romance pirata de abejas.
En las palabras de un viejo poeta olvidado,
escondido entre líneas de un libro,
Polvoriento, abandonado.
Fue sin querer, casi inocente.
Aunque no lo veía, ella estaba, lo sé,
Frente a mí para siempre.
¿De dónde vino? A la deriva,
Barco sin timón, encallado, lo sé,
En el mar de esos ojos de abeja.
Casi mudo, asustado,
Era casi absurdo, sin palabras, lo sé,
Volar en esas alas de abeja.