Mineiro Retirante
Que saudade lá de Minas, tantas Datas de espera!
Sair dos Confins do mundo e começar a Nova Era
Passa Tempo e eu não te esqueço, nem na hora do Recreio
Na Contagem regressiva, falta só achar o meio
Patrocínio eu já pedi e um Bom Despacho encomendei
Até Campanha fiz pra mim, porém nada arrecadei
Sem enxergar nenhuma Luz, eu rezei pra São Tomé
Nessa Extrema situação, decidi vou a pé
Pra começar minha jornada, um Campo Belo eu avistei
Entre Rios, Montes Claros, a Passos largos, caminhei
Qual caminho eu vou seguir? Perguntei ao Conselheiro
Lafaiete era o seu nome: Borda da Mata é certeiro
De repente um latifúndio, Fronteira do Seu João Pinheiro
Homem de Esmeraldas, Casa Grande e dinheiro
Ouro Preto, Branco ou Fino dá pra ver a olho nu
Solo Areado e Barroso, Cascalho Rico e Pedra Azul
E no Chalé da Dona Euzébia, perguntou: Porque não entra?
Café e queijo do Serro com geleia de Pimenta
No Frutal, busquei a sombra pra uma sesta tão ligeira
Ao lado do pé de Manga, embaixo da Goiabeira
Vi de longe a Capelinha, hora de agradecer
Frei Gaspar, nos Oratórios, chegou pra me receber
Sob os Arcos da Capela Nova, eu fiz meu Juramento
Pra chegar no Paraíso, recebi meu Sacramento
Atrás da igreja, um vilarejo, tinha até um Comercin
Zé Roberto, o vendedor, pros chegados, Zé Betim
Sem Pratinha ou Moeda, um Tabuleiro me serviu
De pão de queijo e um pote de água Boa do barril
Passa Quatro, Passa Vinte e mais bichos lá na frente
Patos, Onça e Formiga, Araponga e até serpente
Periquito com Mutum e os Papagaios com o Pavão
Romaria das Perdizes, bem atrás do Perdigão
No Rio Manso e Preto, um Pescador com seu dilema
Peixe nada Rio Acima, época da Piracema
Ele não quis ficar Sem-Peixe, foi pescar lá mesmo assim
Isso vai dar um problema, tanto peixe no Baldim
E o seu Capitão Enéas chegou do Quartel Geral
Quando viu todo o pescado, fez aquele carnaval
Depois de ouvir a Ladainha, fez mais uma ligação
Pro Coronel Fabriciano acabar com a confusão
Até Tiros eu ouvi. E bem na hora de ir embora
Pra resolver a situação, chegou um Juiz de fora
Com a Fama de homem bom, dizem ter Três Corações
E o juiz o libertou, depois de ouvir mil e um Perdões
Sete Lagoas eu contei durante toda a caminhada
Da Prata, Santa e Formosa, tinha até uma Dourada
Sei dos Tombos no caminho, mas pra minha Consolação
Já avisto o meu Reduto, meus pais me esperam no portão
Carregar nossa Bandeira na Volta Grande da vida
Ter Descoberto a Liberdade, pra curar qualquer ferida
E o Pai Pedro já dizia uma verdade tão segura
Minas Gerais é Porto Firme e é melhor que meia cura
Ai que trem bão! Belo Horizonte ficando pra trás
É bão demais! Tô voltando pra minha Minas Gerais
Mineiro Retirante
¡Qué nostalgia de Minas, tantas fechas de espera!
Salir de los confines del mundo y comenzar la nueva era
Pasa el tiempo y no te olvido, ni en la hora del recreo
En la cuenta regresiva, solo falta encontrar el medio
Patrocínio ya pedí y un buen despacho encargué
Hasta hice campaña para mí, pero nada recaudé
Sin ver ninguna luz, le recé a San Tomás
En esta extrema situación, decidí ir a pie
Para comenzar mi jornada, un Campo Belo avisté
Entre Ríos, Montes Claros, a pasos largos, caminé
¿Qué camino debo seguir? Pregunté al consejero
Lafaiete era su nombre: Borda da Mata es certero
De repente un latifundio, frontera del señor João Pinheiro
Hombre de esmeraldas, casa grande y dinero
Ouro Preto, blanco o fino se puede ver a simple vista
Suelo arenoso y Barroso, grava rica y piedra azul
Y en el chalet de doña Euzébia, preguntó: ¿Por qué no entras?
Café y queso del Serro con mermelada de pimienta
En Frutal, busqué la sombra para una siesta tan ligera
Al lado del árbol de mango, debajo de la guayaba
Vi de lejos la capelinha, hora de agradecer
Frei Gaspar, en los oratorios, llegó para recibirme
Bajo los arcos de la capela nova, hice mi juramento
Para llegar al paraíso, recibí mi sacramento
Detrás de la iglesia, un pueblito, había hasta un comercin
Zé Roberto, el vendedor, para los cercanos, Zé Betim
Sin pratinha o moneda, un tablero me sirvió
De pan de queso y un pote de agua buena del barril
Pasa Cuatro, Pasa Veinte y más bichos allá adelante
Patos, jaguares y hormigas, araponga y hasta serpiente
Periquito con mutum y los papagayos con el pavo
Romería de las perdices, bien detrás del perdigón
En el río manso y negro, un pescador con su dilema
Pescado nada río arriba, época de piracema
No quiso quedarse sin pescado, fue a pescar allí mismo
Esto va a dar un problema, tanto pescado en el baldín
Y el capitán Enéas llegó del cuartel general
Cuando vio todo el pescado, hizo aquel carnaval
Después de escuchar la ladainha, hizo una llamada más
Para que el coronel Fabriciano acabe con la confusión
Hasta tiros escuché. Y justo al momento de irme
Para resolver la situación, llegó un juez de afuera
Con la fama de hombre bueno, dicen tener tres corazones
Y el juez lo liberó, después de escuchar mil y un perdones
Siete lagos conté durante toda la caminata
De plata, santa y formosa, había hasta una dorada
Sé de los tumbos en el camino, pero para mi consuelo
Ya avisto mi reduto, mis padres me esperan en el portón
Cargar nuestra bandera en la vuelta grande de la vida
Haber descubierto la libertad, para curar cualquier herida
Y el padre Pedro ya decía una verdad tan segura
Minas Gerais es puerto firme y es mejor que media cura
¡Ay, qué cosa buena! Belo Horizonte quedando atrás
¡Es demasiado bueno! Estoy volviendo a mi Minas Gerais
Escrita por: Marcio Chula, Sideney Braga