395px

Abismo y Luz

diego g sc

Abismo e Luz

Eu escondi tão fundo, lá atrás no meu quarto
As vozes cortando, rindo de mim no pátio
Cresci calando gritos, calando a dor no peito
E fiz da luxúria um jeito de enterrar defeitos

Sozinho na infância, sujo de culpa e medo
Olhares que julgam, ninguém sabe o segredo
E eu me deito em sombras, coleciono pecados
Na esperança vazia de ser perdoado

E ninguém pra me ouvir, ninguém pra me guiar
Carreguei o vício na carne, só pra não lembrar
Mas a lembrança queima, quando a verdade vem
Eu tô à beira do abismo, sem saber de ninguém

Mas eu grito, eu grito: Alguém pode me salvar?
Desse ciclo sujo que insiste em me arrastar
Quando eu caí de joelhos, eu ouvi uma canção
De quem sangrou igual a mim, e estendeu a mão

No círculo de vozes, cada um é espelho
Contando suas quedas, levantando do joelho
Uns viveram infernos que eu nem pude sonhar
Mas me deram coragem pra tentar me curar

Um abraço sem culpa, um olhar de verdade
Um caminho de volta pra minha metade
Eu vejo nos olhos, não tô mais sozinho
Eu vejo esperança brotando no caminho

E eu entendo o peso, entendo a prisão
O vício que cresce na escuridão
Mas eu não sou só isso – eu sou mais também
Eu sou quem escolhe não morrer refém

Então eu grito, eu grito: Alguém pode me salvar?
Dessa culpa antiga que insiste em me calar
Quando eu caí de joelhos, eu ouvi uma canção
De quem sangrou igual a mim – e estendeu a mão

Eu não sei se amanhã vai me deixar em paz
Eu não sei se essa dor vai me soltar jamais
Mas agora eu vejo uma luz, uma chance
Eu não sou só luxúria, eu sou esperança

Então eu grito, eu grito: Eu aprendi a perdoar
Essa criança ferida que só quis se esconder
Quando eu caí de joelhos, eu ouvi meu coração
Dizendo: Agora é tua hora de viver, então levanta, irmão!

Abismo y Luz

Yo escondí tan profundo, allá atrás en mi cuarto
Las voces cortando, riéndose de mí en el patio
Crecí callando gritos, ahogando el dolor en el pecho
Y hice de la lujuria una forma de enterrar defectos

Solo en la infancia, sucio de culpa y miedo
Miradas que juzgan, nadie sabe el secreto
Y yo me acuesto en sombras, colecciono pecados
En la esperanza vacía de ser perdonado

Y nadie para escucharme, nadie para guiarme
Cargué el vicio en la carne, solo para no recordar
Pero el recuerdo quema, cuando la verdad llega
Estoy al borde del abismo, sin saber de nadie

Pero grito, grito: ¿Alguien puede salvarme?
De este ciclo sucio que insiste en arrastrarme
Cuando caí de rodillas, escuché una canción
De quien sangró igual que yo, y extendió la mano

En el círculo de voces, cada uno es un espejo
Contando sus caídas, levantándose del suelo
Algunos vivieron infiernos que ni pude soñar
Pero me dieron valor para intentar sanar

Un abrazo sin culpa, una mirada sincera
Un camino de regreso a mi otra mitad
Veo en los ojos, ya no estoy más solo
Veo esperanza brotando en el camino

Y entiendo el peso, entiendo la prisión
El vicio que crece en la oscuridad
Pero no soy solo eso – soy más también
Soy quien elige no morir rehén

Así que grito, grito: ¿Alguien puede salvarme?
De esa culpa antigua que insiste en callarme
Cuando caí de rodillas, escuché una canción
De quien sangró igual que yo – y extendió la mano

No sé si mañana me dejará en paz
No sé si este dolor me soltará jamás
Pero ahora veo una luz, una oportunidad
No soy solo lujuria, soy esperanza

Así que grito, grito: Aprendí a perdonar
A esa niña herida que solo quiso esconderse
Cuando caí de rodillas, escuché mi corazón
Diciendo: Ahora es tu hora de vivir, ¡así que levántate, hermano!