395px

Sin Nombre, Sin Culpa

diego g sc

Sem Nome, Sem Culpa

Escondi no escuro o que ninguém podia ver
Carreguei sozinho o peso que ninguém quis entender
A infância foi silêncio, um segredo sufocado
Fiz da pele um esconderijo, fiz do toque um fardo

E a sociedade fecha os olhos, finge não enxergar
Diz que é só fraqueza, manda punir, manda calar
Mas dentro dessa carne mora um grito sem perdão
Eu sangrei sozinho, implorando salvação

Quem vai me ouvir? Quem vai segurar minha mão?
Quando o vício é mais profundo que a prisão?
Quando abrir a ferida é o começo de tentar
Cicatrizar meu peito, aprender a respirar

Um dia eu encontrei outros como eu
Cada voz um espelho que me fortaleceu
Aprendi que minha história não precisa me prender
Que eu não sou só a luxúria, eu ainda posso renascer

A dor partilhada é metade do caminho
A vergonha dividida já não mora sozinha
E se hoje eu me levanto, é porque alguém me escutou
Eu sou todos, eu sou cada um que se libertou

Quem vai me ouvir? Quem vai segurar minha mão?
Quando o vício é mais profundo que a prisão?
Quando abrir a ferida é o começo de tentar
Cicatrizar meu peito, aprender a respirar

Sem nome, sem rosto, sem idade, sem fronteira
Essa dor é de todos, é de quem ainda espera
Que o mundo não nos julgue, mas aprenda a acolher
Que falar é mais coragem do que se esconder

Então me ouve, me ouve: Eu não tô aqui pra acusar
Eu tô aqui pra dizer: Tem jeito de mudar
Quando eu caí de joelhos, eu encontrei minha voz
E agora eu sou milhões, cantando por nós

Sin Nombre, Sin Culpa

Escondí en la oscuridad lo que nadie podía ver
Cargué solo el peso que nadie quiso entender
La infancia fue silencio, un secreto ahogado
Hice de mi piel un escondite, hice del toque un fardo

Y la sociedad cierra los ojos, finge no ver
Dice que es solo debilidad, manda a castigar, manda a callar
Pero dentro de esta carne habita un grito sin perdón
Sangré solo, implorando salvación

¿Quién me va a escuchar? ¿Quién va a tomar mi mano?
Cuando el vicio es más profundo que la prisión?
Cuando abrir la herida es el comienzo de intentar
Cicatrizar mi pecho, aprender a respirar

Un día encontré a otros como yo
Cada voz un espejo que me fortaleció
Aprendí que mi historia no necesita atarme
Que no soy solo la lujuria, aún puedo renacer

El dolor compartido es la mitad del camino
La vergüenza dividida ya no vive sola
Y si hoy me levanto, es porque alguien me escuchó
Soy todos, soy cada uno que se liberó

¿Quién me va a escuchar? ¿Quién va a tomar mi mano?
Cuando el vicio es más profundo que la prisión?
Cuando abrir la herida es el comienzo de intentar
Cicatrizar mi pecho, aprender a respirar

Sin nombre, sin rostro, sin edad, sin frontera
Este dolor es de todos, es de quien aún espera
Que el mundo no nos juzgue, sino que aprenda a acoger
Que hablar es más valiente que esconderse

Entonces escúchame, escúchame: No estoy aquí para acusar
Estoy aquí para decir: Hay forma de cambiar
Cuando caí de rodillas, encontré mi voz
Y ahora soy millones, cantando por nosotros

Escrita por: Diego Grunow