Mais Vale Um Jegue Que Me Carregue, Que Um Camelo Que Me Derrube Lá No Ceará
O sertão não é só lamento
Meu momento é aqui
Faço a festa e lavo a alma
Hoje na Sapucaí
Ecoam pelo ar
Estórias de tesouros escondidos
Sou poeta da canção
E embarco nesse sonho encantado
Vou com destino ao Ceará
Em busco de um novo eldorado
Levo comigo a ciência
Do país a sapiência
Tudo eu quero relatar
Nessa expedição bem brasileira
Chegam mouros e camelos
Não precisa se assustar
Balançou, não deu certo não
Pois não passou de ilusão
Eles trouxeram o balanço do deserto
Mas não é o gingado certo
Pra cruzar o nosso chão
O jegue escondido na história
Ajuda o sertanejo a tocar seu dia-a-dia
Trabalha, ara a terra sob o sol
E leva o fardo pesado
De um povo sofredor
Mas vale a simplicidade
A buscar mil novidades
E criar complicação
Esquecendo o bom e o útil
Renegar o que é nosso
Gera insatisfação
Más vale un burro que me cargue, que un camello que me tire abajo en Ceará
El sertão no es solo lamento
Mi momento es aquí
Hago la fiesta y lavo el alma
Hoy en la Sapucaí
Resuenan en el aire
Historias de tesoros escondidos
Soy poeta de la canción
Y me embarco en este sueño encantado
Voy con destino a Ceará
En busca de un nuevo eldorado
Llevo conmigo la ciencia
Del país la sapiencia
Todo quiero relatar
En esta expedición bien brasileña
Llegan moros y camellos
No hay que asustarse
Se tambaleó, no funcionó
Pues no pasó de ilusión
Trajeron el balance del desierto
Pero no es el ritmo adecuado
Para cruzar nuestro suelo
El burro escondido en la historia
Ayuda al sertanejo a llevar su día a día
Trabaja, ara la tierra bajo el sol
Y lleva la carga pesada
De un pueblo sufrido
Pero vale la simplicidad
Buscar mil novedades
Y crear complicaciones
Olvidando lo bueno y útil
Renegar lo que es nuestro
Genera insatisfacción
Escrita por: Cesar Som Livre / Eduardo Medrado / João Estevam / Waltinho Honorato