Tempestade em Copo d´Água
Meu quarto está em chamas
E a minha solidão é inflamável
O meu armário
Não guarda mais o que é seu
A moldura sem retrato
O ar se tornou mais rarefeito
Desde que você não respira mais aqui
Entre o real e o abstrato
O começo e o infinito
Por mais de trinta vezes
Eu me esqueci de te esquecer
Sofro por não saber sofrer
Foi eu que me deixei e não você
Ainda continuo vindo aqui
Na sua varanda
Por onde você anda?
E o que faz por aí?
Será que ainda lembra como era ser feliz?
Tormenta en un vaso de agua
Mi habitación está en llamas
Y mi soledad es inflamable
Mi armario
Ya no guarda lo que es tuyo
El marco sin retrato
El aire se ha vuelto más enrarecido
Desde que ya no respiras aquí
Entre lo real y lo abstracto
El principio y el infinito
Más de treinta veces
Olvidé olvidarte
Sufro por no saber sufrir
Fui yo quien se dejó y no tú
Sigo viniendo aquí
A tu balcón
¿Por dónde andas?
¿Y qué haces por ahí?
¿Todavía recuerdas cómo era ser feliz?
Escrita por: Diogo Caribé