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Tormenta en un vaso de agua

Diogo Caribé

Tempestade em Copo d´Água

Meu quarto está em chamas
E a minha solidão é inflamável
O meu armário
Não guarda mais o que é seu
A moldura sem retrato
O ar se tornou mais rarefeito
Desde que você não respira mais aqui

Entre o real e o abstrato
O começo e o infinito

Por mais de trinta vezes
Eu me esqueci de te esquecer

Sofro por não saber sofrer
Foi eu que me deixei e não você
Ainda continuo vindo aqui
Na sua varanda
Por onde você anda?
E o que faz por aí?

Será que ainda lembra como era ser feliz?

Tormenta en un vaso de agua

Mi habitación está en llamas
Y mi soledad es inflamable
Mi armario
Ya no guarda lo que es tuyo
El marco sin retrato
El aire se ha vuelto más enrarecido
Desde que ya no respiras aquí

Entre lo real y lo abstracto
El principio y el infinito

Más de treinta veces
Olvidé olvidarte

Sufro por no saber sufrir
Fui yo quien se dejó y no tú
Sigo viniendo aquí
A tu balcón
¿Por dónde andas?
¿Y qué haces por ahí?

¿Todavía recuerdas cómo era ser feliz?

Escrita por: Diogo Caribé