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Brancarana

Diogo Tornili

Brancarana

Ninguém dita quem eu sou
Muito menos pra que lado eu vou
Ninguém diz com quem eu ando
Ninguém dita!... minha vida eu mando

Quem vai definir meu canto?
Quem vai definir a minha cor?

Ninguém dita em que Deus eu creio
Muito menos se sou belo ou feio
Há muito tempo sofro pela minha pele
Me arrancaram nome, história e até a minha fé

Quem vai enxugar meu pranto?
Quem vai redimir a minha dor?

Sou brancarana, sou mulato
Sou negro, amarelado, acastanhado
Eu sou brasileiro!

Ninguém dita minha aparência
Muito menos minha inteligência
Ninguém diz o que vou pensar
Muito menos o que vou falar

Quem vai definir meu canto?
Quem vai definir a minha cor?

Chega de bobagens eu quero mais
Quero um país inteiro de iguais
Há muito tempo sonho com essa igualdade
Miscelânea é a nossa realidade

Brancarana

Nadie dicta quién soy
Mucho menos hacia dónde voy
Nadie dice con quién camino
¡Nadie dicta!... mi vida la manejo

¿Quién va a definir mi canto?
¿Quién va a definir mi color?

Nadie dicta en qué Dios creo
Mucho menos si soy bello o feo
Hace mucho tiempo sufro por mi piel
Me arrancaron nombre, historia y hasta mi fe

¿Quién va a secar mis lágrimas?
¿Quién va a redimir mi dolor?

Soy trigueño, soy mulato
Soy negro, amarillento, castaño
¡Soy brasileño!

Nadie dicta mi apariencia
Mucho menos mi inteligencia
Nadie dice lo que voy a pensar
Mucho menos lo que voy a decir

¿Quién va a definir mi canto?
¿Quién va a definir mi color?

Basta de tonterías, quiero más
Quiero un país entero de iguales
Hace mucho tiempo sueño con esa igualdad
La mezcolanza es nuestra realidad

Escrita por: Diogo Tornili / Rafael Righini