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Mañana

Dissidente!

O amanhã

o amannhã me vem
até quando eu não sei
é tão imprevisível, não se tem
uma validade visível

e ao meu redor, velhos ditados geram
cegos rotulados, ensinados a esquecer
que são

meros mortais, confinados a um fim
não sabem que a vida é um jogo, sempre há um perdedor

nessa longa avenida
muitas luzes se ascendem
nessa mesma ampla via
de repente todas elas se apagam

por isso afino meu violão
em outro bemol
placas e sinais não me freiam
pois os seus limites
quebram-me oportunidades

rasgue esse manual

imortais, até não mais respirar, somos

Mañana

Mañana vendrá hacia mí
Hasta cuándo, no lo sé
Es tan impredecible, no hay
una validez visible

Y a mi alrededor, viejos dichos generan
ciegos etiquetados, enseñados a olvidar
que son

simples mortales, confinados a un final
no saben que la vida es un juego, siempre hay un perdedor

En esta larga avenida
muchas luces se encienden
en esta misma amplia vía
de repente todas se apagan

Por eso afiné mi guitarra
en otro bemol
señales y letreros no me detienen
pues sus límites
me rompen oportunidades

Rasga ese manual

Inmortales, hasta dejar de respirar, somos

Escrita por: Diano Ilha