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Rincón Oscuro de mi Alma

Divina Vox

Beco Escuro da Minha Alma

Caminhei e só vi camélias mortas,
Miseráveis migalhas e frascos de amor,
Lápide da nossa história escrita nos livros de biologia

Camisa-de-força e um casulo, enfim
Miragem cor de miasma então eu vi
Lá num beco escuro da minha alma tua faísca me sorri, feliz

Então me veja no horizonte
Sou um saco flutuando no ar
Te vejo aqui, mesmo distante
Não consigo apagar
Tua presença virtual
Realidade pra um qualquer
E minh'alma não sou mais, não
Não mais

Caleidoscópio amargo em teu olhar
Milagres que só tua ciência faz
Lama sobre um véu caído e agora o meu jazigo é a canção

Cansei de dar rosas aos porcos
Minto pra mim, me desperdiço assim
Lástima que os nossos momentos não resistam ao formol, é o fim

E tanto faz, tudo vai bem
No fim da estação eu estou
Desesperando pelo teu trem
Me devolva, por favor
Tua verdade mais real
E minha alma, quem eu sou
Pois minha alma serve em ti
Me devolva, por favor
Sou nós

Rincón Oscuro de mi Alma

Caminé y solo vi camelias muertas,
Miserables migajas y frascos de amor,
Lápida de nuestra historia escrita en los libros de biología

Camisa de fuerza y un capullo, al fin
Espejismo color de miasma entonces vi
Allí en un rincón oscuro de mi alma tu chispa me sonríe, feliz

Entonces mírame en el horizonte
Soy un saco flotando en el aire
Te veo aquí, aunque estés lejos
No puedo borrar
Tu presencia virtual
Realidad para cualquiera
Y mi alma ya no es más, no
Ya no

Caleidoscopio amargo en tu mirada
Milagros que solo tu ciencia hace
Lodo sobre un velo caído y ahora mi sepulcro es la canción

Cansado de dar rosas a los cerdos
Miento para mí, me desperdicio así
Lástima que nuestros momentos no resisten al formol, es el fin

Y da igual, todo va bien
Al final de la estación estoy
Desesperando por tu tren
Devuélveme, por favor
Tu verdad más real
Y mi alma, quién soy
Porque mi alma sirve en ti
Devuélveme, por favor
Somos nosotros

Escrita por: Jeferson Vargas