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Minera de Diamantina

Divino e Donizete

Mineira de Diamantina

Plantei no jardim de casa
Um pé de rosa cravina
Quando a cravina der flores
Eu vou levá pra Cristina

É uma mineira bonita
Que mora lá em Diamantina
Pra mim é a mais linda moça
Que tem o estado de Minas

Você casando comigo
Tem que deixar Diamantina
Vamos morar na fazenda
Que eu tenho lá em Colatina

Fazenda de mil alqueires
Toda de verdes campinas
Lá eu serei vosso rei
Você a rainha Cristina

Todas as manhãs você toma
Leite de vaca turina
Pros seus passeios no campo
Tem cavalo campolina

Tem um arreio especial
Mandei fazer na Argentina
No peitoral coloquei
Quarenta libras esterlina

Paredes da minha casa
Pintura é de purpurina
Na sala tapete persa
Na janela tem cortina

Talheres todos de prata
A louça veio da China
Tenho a melhor cozinheira
É a preta velha Sabina

Vendo por ano mil bois
Pro matadouro em Platina
Eu acompanho a boiada
Para ter mais disciplina

Na cabeça do arreio
Levo minha carabina
Recebo todo o dinheiro
Ponho no banco de Minas

Vou dar um prazo pequeno
Num mês você determina
Se você disser que não
Tristeza não me amofina

Quem sabe eu possa encontrar
Outra moça muito fina
Talvez não seja igualzinha
A mineira de Diamantina

Minera de Diamantina

Planté en el jardín de mi casa
Un pie de rosa clavelina
Cuando la clavelina florezca
La llevaré a Cristina

Es una minera bonita
Que vive en Diamantina
Para mí es la chica más hermosa
Que tiene el estado de Minas

Si te casas conmigo
Debes dejar Diamantina
Iremos a vivir a la hacienda
Que tengo en Colatina

Hacienda de mil hectáreas
Toda de verdes praderas
Allí seré tu rey
Y tú la reina Cristina

Todas las mañanas tomas
Leche de vaca turina
Para tus paseos por el campo
Tienes un caballo campolina

Tiene un arnés especial
Mandé hacer en Argentina
En el pecho puse
Cuarenta libras esterlinas

Las paredes de mi casa
Están pintadas de purpurina
En la sala hay una alfombra persa
En la ventana hay cortinas

Los cubiertos son todos de plata
La vajilla vino de China
Tengo a la mejor cocinera
Es la vieja negra Sabina

Vendo mil cabezas de ganado al año
Al matadero en Platina
Acompaño al ganado
Para tener más disciplina

En la cabeza del arnés
Llevo mi carabina
Recibo todo el dinero
Lo pongo en el banco de Minas

Te doy un plazo corto
En un mes decides
Si dices que no
La tristeza no me aflige

Quién sabe si pueda encontrar
Otra chica muy fina
Tal vez no sea igualita
A la minera de Diamantina

Escrita por: Raul Torres / Tião Carreiro / Donizete