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Rolinha Mineira

Divino e Donizete

Rolinha Mineira

Querer bem uma cadeia
E a paixão que me incendeia
Fez de mim um prisioneiro
Uma morena faceira
Linda rolinha mineira
É meu amor verdadeiro

Olhei pras bandas de Minas
Já era de tardezinha
Vi na areia da estrada
O rastro de uma rolinha

Meu coração disparou
Dando batidas ligeiras
Por saber que aquele rastro
É da rolinha mineira

Esta rolinha que falo
Tem feitiço no olhar
Sai lá de Minas Gerais
Vem sempre me visitar

Passeia no meu quintal
Quando eu estou sozinho
É uma rolinha arisca
Mas vem dormir no meu ninho

Rolinha, faça um favor
Volte pra terra mineira
Porque no ninho que eu moro
Já tem uma companheira

Uma juriti goiana
Que me faz muito carinho
Ela saiu a passeio
Mas é dona desse ninho

Sou muito habilidoso
Cuido bem da sorte minha
Não quero que a juriti
Encontre você, rolinha

Quando a saudade apertar
Dentro desse peito meu
Você não vem no meu ninho
Eu que vou no ninho seu

Rolinha Mineira

Querer bien a una cadena
Y la pasión que me incendia
Me convirtió en prisionero
Una morena coqueta
Hermosa palomita minera
Es mi amor verdadero

Miré hacia los lados de Minas
Ya era tarde
Vi en la arena del camino
El rastro de una palomita

Mi corazón se aceleró
Latidos rápidos dio
Al saber que ese rastro
Es de la palomita minera

Esta palomita de la que hablo
Tiene hechizo en la mirada
Sale de Minas Gerais
Viene a visitarme siempre

Pasea por mi patio
Cuando estoy solo
Es una palomita arisca
Pero viene a dormir en mi nido

Palomita, hazme un favor
Vuelve a la tierra minera
Porque en el nido donde vivo
Ya hay una compañera

Una tórtola goiana
Que me mima mucho
Salió a pasear
Pero es dueña de este nido

Soy muy hábil
Cuido bien de mi suerte
No quiero que la tórtola
Te encuentre, palomita

Cuando la nostalgia apriete
Dentro de este pecho mío
Tú no vienes a mi nido
Soy yo quien va a tu nido

Escrita por: Donizete Santos