395px

Cielo

Dizercu

Céu

Insisto, no meu chorar
Perambulando nas folhas caídas do meu cantar
Eu sei
Viver não deveria doer tanto
Meu olho já não vê
Minha mão já não toca

O Sol, o céu
Eu sei
Viver não deveria doer tanto

E hoje
Em prantos
Não me sinto pronto
Estranho se não fosse

Assim
Calculo as minúcias
Evito as falésias
Mas sempre chega o fim
Mas não só pra mim
Pra nós

Eu sei
Viver não deveria doer tanto
Meu olho já não vê
Minha mão já não toca
O Sol, o céu

Se todo meu cantar reflete melancolia
É porque no espelho em que me olho me mostra só
Talvez algum dia eu consiga sacudir essa monotonia
Sem pressa aprendi que o tempo passado é professor
Confundir solidão com abandono cega

E automutilação mental justifica meu lado menos leão
Com a lâmina da minha mente afiada nas mãos
Esgrimo com meu ego, sofrimento é apego
Abro as grades da razão e quero que cê voe mais alto

Algumas turbulências aéreas eu apago ou abstraio
Deixe penas antes de içar voo, vou pesar meu coração farto
Só que nem sempre esse pássaro eu pego e nem atraio
Mesmo que meu olho não veja e minha mão não toque

Sentimento mata a sede da inspiração pro que não alcanço
Reis querem há pouco ver o que aqui existe de mais belo
Eu sei, viver não deveria doer tanto

Eu sei
Viver não deveria doer tanto
Meu olho já não vê
Minha mão já não toca
O Sol, o céu
Eu sei
Viver não deveria doer tanto

Cielo

Insisto, en mi llanto
Deambulando entre las hojas caídas de mi canto
Yo sé
Vivir no debería doler tanto
Mi ojo ya no ve
Mi mano ya no toca

El Sol, el cielo
Yo sé
Vivir no debería doler tanto

Y hoy
En llanto
No me siento listo
Raro si no fuera

Así
Calculo las minucias
Evito los acantilados
Pero siempre llega el fin
Pero no solo para mí
Para nosotros

Yo sé
Vivir no debería doler tanto
Mi ojo ya no ve
Mi mano ya no toca
El Sol, el cielo

Si todo mi canto refleja melancolía
Es porque en el espejo en el que me miro solo me muestra
Quizás algún día logre sacudir esta monotonía
Sin prisa aprendí que el tiempo pasado es maestro
Confundir soledad con abandono ciega

Y la automutilación mental justifica mi lado menos león
Con la hoja de mi mente afilada en las manos
Esgrimo con mi ego, el sufrimiento es apego
Abro las rejas de la razón y quiero que tú vueles más alto

Algunas turbulencias aéreas las apago o abstraigo
Dejo penas antes de alzar vuelo, voy a pesar mi corazón lleno
Solo que no siempre atrapo a este pájaro ni lo atraigo
Aun cuando mi ojo no vea y mi mano no toque

El sentimiento mata la sed de inspiración para lo que no alcanzo
Reyes quieren ver poco lo que aquí existe de más bello
Yo sé, vivir no debería doler tanto

Yo sé
Vivir no debería doler tanto
Mi ojo ya no ve
Mi mano ya no toca
El Sol, el cielo
Yo sé
Vivir no debería doler tanto

Escrita por: Dizercu / Lua Rangel / Choque