Latino Americano
[Refrão]
Não é minha culpa nasci na favela
Livre na rua pedindo ou dentro de uma cela
Não precisamos disso pra sobreviver
Eu não queria que assim fosse pode crer
A miséria é aparente a fome nunca ausente
eu não sou nada sou mais um sobrevivente
Aqui na area criança morre de fome ou de bala
perdida ou achada dentro do ferro dispara
Velha cilada armada tomada de assaulto
não acredita em mim irmão Han mãos ao alto.
Se assim que tem que ser então assim será
quantos vão ter que morrer quantos vão ter que matar.
[Refrão]
Antigamente eu pedia hoje eu tomo
aprendi desde muleque não vou ter mordomo
Bem me quer mal me quer como qualquer mulher
ta dando mole chega aí vamo ver de qual é
Doença venéria retrato da minha idade
não sou nenhum idiota tenho capacidade
Dois lados da moeda positivo negativo
o lado escuro eu não sei to pensativo
Engraçado como a vida é
se eu tivesse um trampo um emprego qualquer
Ajudaria quem pudesse ajudar
com certeza alguem viria me tomar
Um pouco de dignidade que aqui nós temos
isso me deixa louco eu to no veneno
Me perdoe o que eu disse aí atras
Se até cristo perdoou barrabás
[Refrão]
Caralho como o tempo aqui ta quente
eu to ligado meu irmão sai da frente
Não to pensando legal,To passando mal
será que o pó tava estragado e tal
Tenho que chegar em casa
hoje na rua não rendeu nada
Vou ligar um só pra esquecer a fome
meu irmão a quanto tempo tu não come
Sei la até ja esqueci
o leva eu,eu tambem quero ir
Cataram a televisão do meu barraco
se eu ver uma de bobeira eu cato
Não esquenta não amanhã melhora
eu to na fita malandro e não demora
Vou conseguir uma grande casa com piscina
Possuindo e vendendo nas esquina
Fora do bote do trote dos homi to correndo
se os homi me pegar malandro eu to morrendo
Não vim de longe pra ficar me arriscando
sou só um latino americano!
[Refrão]
Latino Americano
[Estribillo]
No es mi culpa haber nacido en la favela
Libre en la calle pidiendo o dentro de una celda
No necesitamos esto para sobrevivir
No quería que fuera así, créeme
La miseria es evidente, el hambre nunca ausente
No soy nada, solo otro sobreviviente
Aquí en la zona los niños mueren de hambre o de una bala
Perdida o encontrada dentro del hierro dispara
Vieja trampa armada, tomada por asalto
No creas en mí, hermano, manos arriba
Si así debe ser, entonces así será
¿Cuántos tendrán que morir, cuántos tendrán que matar?
[Estribillo]
Antes pedía, ahora tomo
Aprendí desde chico que no tendré mayordomo
Bueno o malo, como cualquier mujer
Está dando vueltas, ven aquí, vamos a ver qué onda
Enfermedad venérea, reflejo de mi edad
No soy ningún idiota, tengo capacidad
Dos caras de la moneda, positivo y negativo
El lado oscuro no lo sé, estoy pensativo
Gracioso cómo es la vida
Si tuviera un trabajo, cualquier empleo
Ayudaría a quien pudiera ayudar
Seguro que alguien vendría a aprovecharse de mí
Un poco de dignidad que aquí tenemos
Me vuelve loco, estoy furioso
Perdón por lo que dije antes
Si hasta Cristo perdonó a Barrabás
[Estribillo]
Mierda, cómo está caliente el tiempo aquí
Estoy atento, hermano, muévete
No estoy pensando bien, me siento mal
¿Será que la droga estaba mala y eso?
Tengo que llegar a casa
Hoy en la calle no gané nada
Voy a fumar uno solo para olvidar el hambre
Hermano, ¿cuánto tiempo hace que no comes?
Ni idea, hasta lo olvidé
Llévame contigo, yo también quiero ir
Se llevaron la televisión de mi choza
Si veo una por ahí, la agarro
No te preocupes, mañana será mejor
Estoy en la movida, chico, y no tarda
Voy a conseguir una gran casa con piscina
Poseyendo y vendiendo en las esquinas
Fuera del peligro, de la trampa de los policías, estoy corriendo
Si me atrapan, chico, estoy muerto
No vine de lejos para arriesgarme
¡Soy solo un latinoamericano!
[Estribillo]