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¿Cuánto vale Vale?

Djambê

Quanto Vale?

Rio de lama, Doce, agora amargo
Vem de Mariana, desceu rejeito não tem pra ninguém
E varre cama, e sonho e segue tudo pro além
E diga Vale, quanto vale a vida de alguém?

Rio de lama, Doce, agora amargo
Vem de Mariana, desceu rejeito não tem pra ninguém
E varre cama, e sonho e segue tudo pro além
E diga Vale

Monstro desceu corredeira (dizimando tudo a sua frente)
Não tem medo de ninguém (de investigação nem de autoridade)
Quase toda realeza (através do financiamento de campanha)
Foi comprada com vintém

Sai da frente camarada, que lixo tóxico não dá pra beber
Querosene nem gelada, olha o nível dessa gente procê vê!
A TV não fala nada, mas deles a gente devia esperar o quê?
Tragédia desenfreada! E morre bicho, e morre gente e gente tentando esconder

Leito do rio, nosso karma, que a ganância desmedida traga

Resumidas vidas de incontáveis animais é dívida eterna
Com a nossa casa, nossa Terra

Quantas toneladas consumimos de ferro?!
Quantas mortes sufocadas sem berro?!

Rio de lama, Doce, agora amargo
Vem de Mariana, desceu rejeito não tem pra ninguém
E varre cama, e sonho e segue tudo pro além
E diga Vale, quanto vale a vida de alguém?

Rio de lama, Doce, agora amargo
Vem de Mariana, desceu rejeito não tem pra ninguém
E varre cama, e sonho e segue tudo pro além
E diga Vale, quanto vale a vida de alguém?

¿Cuánto vale Vale?

Río de barro, dulce, ahora amargo
Viene de Mariana, se ha caído, no es para nadie
Y barrer la cama, soñar y seguir todo más allá
Y dime, Vale, ¿cuánto vale la vida de alguien?

Río de barro, dulce, ahora amargo
Viene de Mariana, se ha caído, no es para nadie
Y barrer la cama, soñar y seguir todo más allá
Y decir Vale

Monstruo bajó rápidos (diezmado todo delante de ti)
Él no tiene miedo de nadie (investigación o autoridad)
Casi todas las regalías (a través de la financiación de campañas)
Fue comprado con un

Quítate del camino, amigo, no puedes beber residuos tóxicos
El queroseno ni siquiera está frío, mira el nivel de esta gente
La televisión no dice nada, pero de ellos deberíamos esperar qué?
¡Tragedia desenfrenada! Y mueres, y la gente y la gente mueren tratando de esconderse

El lecho del río, nuestro karma, puede no medir la codicia traer

La vida resumida de innumerables animales es deuda eterna
Con nuestro hogar, nuestra Tierra

¿Cuántas toneladas de hierro consumimos?
¿Cuántas muertes se asfixiaron sin gritar?

Río de barro, dulce, ahora amargo
Viene de Mariana, se ha caído, no es para nadie
Y barrer la cama, soñar y seguir todo más allá
Y dime, Vale, ¿cuánto vale la vida de alguien?

Río de barro, dulce, ahora amargo
Viene de Mariana, se ha caído, no es para nadie
Y barrer la cama, soñar y seguir todo más allá
Y dime, Vale, ¿cuánto vale la vida de alguien?

Escrita por: Trecho De Poema De Carlos Drummond De Andrade / Emilio Dragão / Djambê