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El afecto de Schrödinger

Do Culto ao Coma

O Afeto de Schrödinger

Quando a rima
Insiste em falhar
Eu tenho um ditado
Que vai dar errado
Não é poesia
O que tem aqui
Não muda meu mundo
Nem muda de assunto
Nessa encarnação

E o entrave cresceu
Bagunçou o seu, e o meu
Me deixou à beira, me venceu
Fui evaporado, comparado
Não demora pra você ver que eu
Tentei, cansei, sequei, quebrei

Se forçou a julgar
Eu, do outro lado, me retratei
O que restou sou eu e nada mais
E assim, petrifiquei
Só não fui um libertário
Por que eu me apeguei

Ficar escuro e claro involuntário, sem forçar
Sou eu voando livre e a vontade é de pousar

Um fato inusitado
A soma igual a divisão
Elegante e iluminado
Eu sou o sim e o não

El afecto de Schrödinger

Cuando la rima
Insiste en fallar
Tengo un refrán
Que saldrá mal
No es poesía
Lo que hay aquí
No cambia mi mundo
Ni cambia de tema
En esta encarnación

Y el obstáculo creció
Desordenó el suyo, y el mío
Me dejó al borde, me venció
Fui evaporado, comparado
No tardarás en ver que yo
Intenté, me cansé, me sequé, me quebré

Si te forzaste a juzgar
Yo, del otro lado, me retracté
Lo que quedó soy yo y nada más
Y así, me petrifiqué
Solo no fui un libertario
Porque me aferré

Quedarse oscuro y claro involuntario, sin forzar
Soy yo volando libre y con ganas de aterrizar

Un hecho inusual
La suma igual a la división
Elegante e iluminado
Soy el sí y el no

Escrita por: Guilherme Costa / Leandro TG Mendes / Leonardo Nascimento / Thiago Holzmann