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Inerte

Doctor Mars

Inerte

Meu sangue corre no corpo em aflição
Eu sem saber porque devo viver
Que deixe rubras minhas mãos inertes
Se do punho intercisado correr

Seria fácil fugir dessa prisão
O indulto imposto, as guardas, sem ter
Que deixe escura a minha visão
Pra luz pra sempre desaparecer

Me dê motivos, motivos pra viver
Me dê motivos, motivos pra crer
Que o choro em coro não é a escolha
Não deixar flores caírem ao chão
Ou deixem tudo que fiz se esquecer
À sete palmos desaparecer
Pois, afinal, tudo nasce pra morrer

Saiba que estou sempre à tua frente
Desde o dia em que apareceu
Não sou o abismo, assim como sentes
Sou uma escada que tem fim no breu

O sal escorre, mais cedo ou mais tarde
Mas, filho, agora és mero mortal
Ninguém se importa se fores covarde
É só um atalho pra parte final

Inerte

Mi sangre corre por el cuerpo en aflicción
Sin saber por qué debo vivir
Que mis manos inertes se vuelvan rojas
Si corre de mi puño interciso

Sería fácil escapar de esta prisión
El indulto impuesto, las guardias, sin tener
Que mi visión se oscurezca
Para que la luz desaparezca para siempre

Dame motivos, motivos para vivir
Dame motivos, motivos para creer
Que el llanto en coro no es la elección
No dejar caer las flores al suelo
O que todo lo que hice se olvide
Desaparecer a siete palmos bajo tierra
Porque, al fin y al cabo, todo nace para morir

Sepa que siempre estoy delante tuyo
Desde el día en que apareciste
No soy el abismo, como sientes
Soy una escalera que termina en la oscuridad

La sal se derrama, más temprano o más tarde
Pero, hijo, ahora eres simplemente mortal
A nadie le importa si eres cobarde
Es solo un atajo hacia la parte final

Escrita por: Caio Cavalcante