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Negra Santa

Dominguinhos do Estácio

Negra Santa

Caxambu é Anastácia
Quem falou foi Bidubi
Negra escrava sofredora
Milagreira, protetora
Milagreira, protetora
Do povão do Tuiuti

Guineto trouxe o jongo pro asfalto
Ioiô do partido alto
Rei do fundo de quintal
E sob o manto protetor da Negra Santa

Um Brasil bem negro canta
A reza do carnaval
Pedindo proteção, muita saúde
Para toda a negritude

Que tem lá no Tuiuti
Canta caxambu, encanta
A Negra Santa
E a luta eterna de Zumbi

Gueto, senzala, costume
Mocambo, negrume
Corrente, sofrer
Luta, cansaço, açoite
Suplício de noite

Que duro viver
Mas ficarão meus cantares
Pois outros Palmares
Sei, vão ressurgir
Com a proteção de Anastácia
E a lança guerreira do negro Zumbi

Negra Santa

Caxambu es Anastácia
Quien habló fue Bidubi
Negra esclava sufridora
Milagrosa, protectora
Milagrosa, protectora
Del pueblo de Tuiuti

Guineto trajo el jongo al asfalto
Ioiô del partido alto
Rey del fondo de la casa
Y bajo el manto protector de la Negra Santa

Un Brasil bien negro canta
La oración del carnaval
Pidiendo protección, mucha salud
Para toda la negritud

Que está allá en Tuiuti
Canta caxambu, encanta
A la Negra Santa
Y la lucha eterna de Zumbi

Gueto, senzala, costumbre
Mocambo, negrura
Cadena, sufrir
Lucha, cansancio, azote
Suplicio de noche

Qué duro vivir
Pero quedarán mis cantares
Pues otros Palmares
Sé, van a resurgir
Con la protección de Anastácia
Y la lanza guerrera del negro Zumbi

Escrita por: Jorge Alves Ferreira