Estátua de Hidrogênio
Triste de mim
Que não sabe o que espera de ti
Que disfarça, se te olha, enfim,
Que não tem teu amor.
Pobre de mim
Que não cansa de olhar teu olhar,
Que se perde no céu do teu mar
Ao sentir teus lençóis...
Não faz assim
Com que o peito desate tal dor
Quero sempre o teu amor
Mesmo que eu não tenha paz
Eu sou o mesmo rapaz
Que quis e não quis te beijar...
Teu corpo então
Desconhece o sangrar e o perdão
Nas entranhas de uma breve ilusão
Eu roubei teu semblante.
A noite acabou
Num cigarro e outro corpo vazio
Tanto quanto teu peito sombrio
Ou tua face molhada.
Olha pra mim
Já não me tens em tuas mãos
É antigo o efeito do teu corpo em mim
Hoje eu posso dizer não
Navego em outras palavras
Quando me perco em você.
Estatua de Hidrógeno
Triste de mí
Que no sabe qué esperar de ti
Que disimula, si te mira, al final,
Que no tiene tu amor.
Pobre de mí
Que no se cansa de mirar tu mirada,
Que se pierde en el cielo de tu mar
Al sentir tus sábanas...
No hagas así
Que el pecho se desate de dolor
Siempre quiero tu amor
Aunque no tenga paz
Sigo siendo el mismo muchacho
Que quiso y no quiso besarte...
Tu cuerpo entonces
Desconoce el sangrar y el perdón
En las entrañas de una breve ilusión
Robé tu semblante.
La noche terminó
En un cigarrillo y otro cuerpo vacío
Tanto como tu pecho sombrío
O tu rostro mojado.
Mírame
Ya no me tienes en tus manos
Es antiguo el efecto de tu cuerpo en mí
Hoy puedo decir no
Navego en otras palabras
Cuando me pierdo en ti.
Escrita por: Moisés Junior / Neto Maia / Robério César