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Nada de Mí

Dona Encrenca

Nada de Mim

Não espere nada de mim
Não tenho verdades nem mentiras
Não tenho razão pra te dizer o que sentir
Desvirtuo minha própria vida.
Não tenho pretensão de querer ser o que eu não sou,
Estou em par com meus defeitos

Não espere nada de mim
Silêncio, palavrão ou poesia
Um olhar sincero ou um sorriso amarelo
No fim é sempre nostalgia
Uma palavra escrita ou inventada
Uma verdade mal contada, que virou mentira.

Olho aquém de mim, quem será que sou?
Vejo que era bem melhor sentir saudade
Do que seguir vazio, lembrando de ninguém.

Pode ir sem mim, pode ir sem medo
Sinto que era bem maior que o fim
À tarde enquanto a dor não vem, eu finjo ser alguém melhor...

Só um rio sem destreza
Sem dúvida ou certeza
Nada vem de mim,
Só contradições banais
Tudo que eu roubei não quero mais
Só o calor do corpo me traz paz.

Nada de Mí

No esperes nada de mí
No tengo verdades ni mentiras
No tengo razón para decirte qué sentir
Distorsiono mi propia vida
No pretendo ser lo que no soy
Estoy en paz con mis defectos

No esperes nada de mí
Silencio, groserías o poesía
Una mirada sincera o una sonrisa forzada
Al final siempre es nostalgia
Una palabra escrita o inventada
Una verdad mal contada que se convirtió en mentira

Miro más allá de mí, ¿quién será que soy?
Veo que era mejor sentir nostalgia
Que seguir vacío, recordando a nadie

Puedes irte sin mí, puedes irte sin miedo
Siento que era mucho más grande que el final
Por la tarde, mientras el dolor no llega, finjo ser alguien mejor

Solo un río sin destreza
Sin duda ni certeza
Nada viene de mí
Solo contradicciones triviales
Todo lo que robé ya no lo quiero
Solo el calor del cuerpo me trae paz

Escrita por: Maria Luísa / Neto Maia