Bichos da Madrugada
Os bichos não se submetem, se aquietam, se adequam
Entre as grades da prisão
É que esses vivos-mortos se alargam, crescem
Na barganha da feição
Seria audácia meus peito de farmácia
Atualizando a criação
Seria audácia brincar em minha carcaça
Carne em revolução
Os bichos multifacetados, múltiplos, mutilados
Pela faca do desejo
É que esses mortos vivos vão pra todos lados
Muito além do que eu vejo
Seria audácia meus peito de farmácia
Atualizando a criação
Seria audácia brincar em minha carcaça
Carne em revolução
Se eu sou à imagem e a imagem não me alcança
Como é que sou imagem e semelhança?
Se eu sou imagem e me falha a temperança
Haveria verossimilhança?
Se meu corpo é templo como a tempos a andança
Do meu corpo ruma pra nuança?
É que se meu corpo é templo é templo de minha própria instância
Nosso corpo é o templo da mudança!
Seria audácia meus peito de farmácia
Atualizando a criação
Seria audácia brincar em minha carcaça
Carne em revolução
Bichos de la Madrugada
Los bichos no se someten, se aquietan, se adaptan
Entre las rejas de la prisión
Es que estos vivos-muertos se ensanchan, crecen
En el trueque de la apariencia
Sería audacia mi pecho de farmacia
Actualizando la creación
Sería audacia jugar en mi carcasa
Carne en revolución
Los bichos multifacéticos, múltiples, mutilados
Por el cuchillo del deseo
Es que estos muertos vivos van para todos lados
Mucho más allá de lo que veo
Sería audacia mi pecho de farmacia
Actualizando la creación
Sería audacia jugar en mi carcasa
Carne en revolución
Si soy a imagen y la imagen no me alcanza
¿Cómo es que soy imagen y semejanza?
Si soy imagen y me falla la templanza
¿Habría verosimilitud?
Si mi cuerpo es templo como a tiempos la andanza
¿De mi cuerpo rumbo a la nuanza?
Es que si mi cuerpo es templo es templo de mi propia instancia
¡Nuestro cuerpo es el templo del cambio!
Sería audacia mi pecho de farmacia
Actualizando la creación
Sería audacia jugar en mi carcasa
Carne en revolución
Escrita por: Balaio / Diegão Aprigio / Oscar Sampaio / Pablo Bahia