Cercado
Quanta terra infértil
Tanta terra inerte, abandonada
Na mão de uma família que é proprietária
E que protege com projétil
Ferro, fogo e mão armada
Sua concentração fundiária
Quanto alqueire e para pasto
Quanto é gasto em hectare
Por só uma família poderosa
Então repare, o quão injusta é essa prosa, qual pra nós compadre
Nem um pedaço de roça
Cada pedaço desse cercado, vai (re) dividir
Pois é nosso direito e é de bom grado, que façamos daqui
Nossa proteção, façamos sustento e firmação
E plantemos o nosso feijão
É tudo nosso! Tudo nosso!
É tudo nosso! Tudo nosso!
É tudo nosso! Tudo nosso!
É tudo nosso!
Cada pedaço desse cercado, vai (re) dividir
Pois é nosso direito e é de bom grado, que façamos daqui
Nossa proteção, façamos sustento e firmação
E plantemos o nosso feijão
Cercado
Cuánta tierra infértil
Tanta tierra inerte, abandonada
En manos de una familia que es dueña
Y que protege con proyectiles
Hierro, fuego y mano armada
Su concentración de tierras
Cuánto vale un alqueire y para pasto
Cuánto se gasta en hectárea
Por solo una familia poderosa
Entonces observa, cuán injusta es esta prosa, compadre
Ni un pedazo de tierra
Cada pedazo de este cercado, va (re) dividir
Porque es nuestro derecho y con gusto, lo haremos aquí
Nuestra protección, hagamos sustento y firmeza
Y plantemos nuestro frijol
¡Es todo nuestro! ¡Todo nuestro!
¡Es todo nuestro! ¡Todo nuestro!
¡Es todo nuestro! ¡Todo nuestro!
¡Es todo nuestro!
Cada pedazo de este cercado, va (re) dividir
Porque es nuestro derecho y con gusto, lo haremos aquí
Nuestra protección, hagamos sustento y firmeza
Y plantemos nuestro frijol
Escrita por: Oscar Sampaio / Balaio / Diegão Aprigio / Pablo Bahia