395px

Cocorobó

Dorsal Atlântica

Cocorobó

Nada se constrói sem confiança
Construímos juntos a esperança
Doar os filhos pela causa
Macambira, Pedro e Rufino
Morreu nosso menino
Guardem nossa Antonia Conselheira
Deodato, Beatinho, Deocleciano
Timotinho, o sineiro, não pare de badalar, badale de onde está

Todo fim anuncia um começo, dois começo
Todo fim anuncia três começo, quatro começo

Belo Monte! Todo pobre tem dignidade, basta terra, trabalho e liberdade
E ver os fogos espocarem

Brizola, Darcy, Freire, Furtado, Teixeira, Marighella
Lamarca, Florestan, Prestes, Apolônio! Ver o inimigo invisível

Todo fim anuncia cinco começo, seis começo
Todo fim anuncia sete começo, oito, nove, dez começo!

Vejo os inimigo(s) lá no alto da favela
Apontado para nós suas boca(s) de canhão
Aquela Bandeira no pau estendida
É mortalha certa para os corpos sem vida

Cocorobó! O início do fim!
Cocorobó! Jagunços do governo!
Cocorobó! Superaram as quipás!
Cocorobó! Matadeira, desgraceira, fura que nem peneira

Tenho medo mas eu vou lutar!
Não tenho medo mas eu vou lutar porque acredito na Conselheira

Cocorobó

Nada se construye sin confianza
Construimos juntos la esperanza
Entregar los hijos por la causa
Macambira, Pedro y Rufino
Murió nuestro niño
Guarden a nuestra Antonia Consejera
Deodato, Beatinho, Deocleciano
Timotinho, el campanero, no dejes de repicar, repica desde donde estás

Cada final anuncia un comienzo, dos comienzos
Cada final anuncia tres comienzos, cuatro comienzos

¡Belo Monte! Todo pobre tiene dignidad, solo necesita tierra, trabajo y libertad
Y ver los fuegos artificiales estallar

Brizola, Darcy, Freire, Furtado, Teixeira, Marighella
Lamarca, Florestan, Prestes, Apolônio! Ver al enemigo invisible

Cada final anuncia cinco comienzos, seis comienzos
Cada final anuncia siete comienzos, ocho, nueve, diez comienzos

Veo al enemigo(s) allá arriba en la favela
Apuntándonos con sus bocas de cañón
Esa bandera en el palo extendida
Es mortaja segura para los cuerpos sin vida

¡Cocorobó! ¡El principio del fin!
¡Cocorobó! ¡Matones del gobierno!
¡Cocorobó! ¡Superaron las quipás!
¡Cocorobó! ¡Matanza, desgracia, perfora como colador

¡Tengo miedo pero voy a luchar!
No tengo miedo pero voy a luchar porque creo en la Consejera

Escrita por: Carlos Lopes