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Hijos del Hambre

Dôdi

Filhos Da Fome

Parece ódio mas é pura covardia
Não há motivos para agredir essas crianças
Desde pequeno ele aprendeu a se convencer
Que nada o salvaria

Um canto acolhe o corpo trêmulo de medo
A mão suspensa desafia a rebeldia
Não há coragem para enfrentar a ignorancia
E tudo perde o seu sentido

Parece ódio mas é pura covardia
Tente explicar porque partir para violência
Em vinte anos que passaram como mágoas
A sua ausência foi sentida

Sair de casa é quase sempre um desafio
Pois aqui fora não existe segurança
Agente aprender a viver, aprende a defender
Aprender a não sorrir para se sobreviver

Não foi imcompreensão, queria só viver
Talvés fugir, saír de casa e desaparecer
Talvés mudar de cor, dinheiro e um olho azul
Deixar de lado o desrepeito e ser o que eu não fui
Mas ninguém me ajudou, Meu Deus onde eu estou
Lutei em vão a vida inteira e não cheguei ao topo
Talvés quem fique aqui e encontre alguma luz
PAra dividir o esquecimento e meu passado em cruz0

Ninguém consegue acreditar
E o velho dorme infeliz
Será que é culpa da vida
Ou foi Deus mesmo quem quis
Pegue seu laço e me abrace
Ou diga apenas meu nome
São tantos gestos de angústia
São todos filhos da fome

Hijos del Hambre

Parece odio pero es pura cobardía
No hay motivos para agredir a estos niños
Desde pequeño aprendió a convencerse
Que nada lo salvaría

Un canto acoge el cuerpo tembloroso de miedo
La mano suspendida desafía la rebeldía
No hay valentía para enfrentar la ignorancia
Y todo pierde su sentido

Parece odio pero es pura cobardía
Intenta explicar por qué recurrir a la violencia
En veinte años que pasaron como amarguras
Su ausencia se sintió

Salir de casa es casi siempre un desafío
Porque afuera no hay seguridad
Aprendemos a vivir, aprendemos a defendernos
Aprendemos a no sonreír para sobrevivir

No fue incomprensión, solo quería vivir
Quizás escapar, salir de casa y desaparecer
Quizás cambiar de color, dinero y un ojo azul
Dejar de lado la falta de respeto y ser lo que no fui
Pero nadie me ayudó, Dios mío ¿dónde estoy?
Luché en vano toda la vida y no llegué a la cima
Quizás quien se quede aquí encuentre algo de luz
Para compartir el olvido y mi pasado en cruz

Nadie puede creer
Y el viejo duerme infeliz
¿Será culpa de la vida
O fue Dios mismo quien quiso?
Toma tu lazo y abrázame
O simplemente di mi nombre
Son tantos gestos de angustia
Todos son hijos del hambre