Poesia (Mar)
Eu sentia nos meus pés
A sequidão da areia
No meu rosto o sol batia
E na minha pele ele ardia
Pouco a pouco fui andando
E água me tocando
Já cobria os tornozelos
Mandando embora os meus medos
Eu caminhei um pouco mais
E pensei isso sim me satisfaz
Veio então aos meus joelhos
E espirrou em meus cabelos
E me sentindo envolvido
Já com água em meus ombros
Não vi o que estava vindo
Me perdi em meios aos escombros
Pedaços de mim mesmo
Espalhados pelo mar
E em meio à confusão
Eu pude enfim te contemplar
O seu rosto era tão belo
E ao mesmo tempo tão singelo
Tudo em mim queria a Ti
E tudo em Ti queria a mim
Ali me senti tão seguro
Em seus braços acolhido
Sem mais medo do escuro
Sem mais medo do escuro
Então decidi que queria me entregar
E bem mais fundo, lá no fundo
Eu iria mergulhar
Eu quero mergulhar
Eu quero mergulhar
Eu quero mergulhar
Eu quero mergulhar
Não viver na superfície da grandeza desse mar
Vou me envolver em suas águas
E para sempre irei morar
Em ti, em tI
Poesía (Mar)
Sentía en mis pies
La sequedad de la arena
En mi rostro el sol golpeaba
Y en mi piel ardía
Poco a poco fui caminando
Y el agua me tocaba
Ya cubría los tobillos
Alejando mis miedos
Caminé un poco más
Y pensé que sí, esto me satisface
Entonces llegó a mis rodillas
Y salpicó en mi cabello
Y sintiéndome envuelto
Ya con agua en mis hombros
No vi lo que venía
Me perdí entre los escombros
Pedazos de mí mismo
Esparcidos por el mar
Y en medio de la confusión
Finalmente pude contemplarte
Tu rostro era tan hermoso
Y al mismo tiempo tan sencillo
Todo en mí te quería a Ti
Y todo en Ti me quería a mí
Ahí me sentí tan seguro
En tus brazos acogido
Sin más miedo a la oscuridad
Sin más miedo a la oscuridad
Entonces decidí que quería entregarme
Y mucho más profundo, allá en el fondo
Iba a sumergirme
Quiero sumergirme
Quiero sumergirme
Quiero sumergirme
Quiero sumergirme
No vivir en la superficie de la grandeza de este mar
Me sumergiré en sus aguas
Y para siempre viviré
En ti, en Ti
Escrita por: Douglas Machado