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Arroyo de la Nostalgia

Douglas Ribeiro Simoes

Riacho da Saudade

Oh! Riacho da Saudade! Hoje vim te visitá
Depois de quarenta anos andando de lá pra cá
Hoje eu tornei vortá
Achei tudo diferente não encontrei mais ninguém
Deu vontade de chorá!

Não vi as árvore das pomba e nem as pomba revoá
Não vi o veio ingazeiro e nem o veio cambará
E a casa dos meus pai dos meu avô
Onde é que tá?
Só vejo cana plantada pra tudo que é lugá!

Oh! Riacho da Saudade nós temos que lamentá
Já vi que nosso destino nesse mundo é quase iguá
Suas águas se acabando poluída como tá
E eu, veio e doente que nem posso mais andá!

Mais agora já te vi chorando quero partir
Tristonho vou te deixá
Vou subir na cachoeira e lá em riba quero chorá
Com as águas dos meus óio vou fazer tu'água aumentá
E aí por um momento vou ouvir seu chuá, chuá!

Oh! Riacho da Saudade! Você não tome por má
Porque agora eu vou m'imbora tenho que me retirá
Mas uma coisa eu te confesso você queira descurpá
Em você veio riacho nunca mais quero vortá!

Arroyo de la Nostalgia

¡Oh! Arroyo de la Nostalgia! Hoy vine a visitarte
Después de cuarenta años yendo de un lado a otro
Hoy he vuelto
Encontré todo diferente, no encontré a nadie más
¡Me dan ganas de llorar!

No vi los árboles de las palomas ni las palomas volar
No vi el árbol de inga y ni el árbol de cambará
¿Y la casa de mis padres y de mis abuelos?
¿Dónde está?
¡Solo veo caña plantada por todas partes!

¡Oh! Arroyo de la Nostalgia, tenemos que lamentar
Ya veo que nuestro destino en este mundo es casi igual
Tus aguas se están acabando, contaminadas como están
Y yo, viejo y enfermo, ya no puedo caminar más

Pero ahora que te he visto llorar, quiero partir
Triste te dejaré
Subiré a la cascada y allí arriba quiero llorar
Con las aguas de mis ojos haré que tu agua aumente
Y por un momento escucharé tu murmullo, murmullo

¡Oh! Arroyo de la Nostalgia, no te lo tomes a mal
Porque ahora me voy, tengo que retirarme
Pero algo debo confesarte, si me perdonas
En ti, viejo arroyo, nunca más quiero volver!