Odisseia Capital
Desculpe a pergunta superficial sobre o que andas sentindo
Por cima da terra
Por baixo do Sol
Por cima da terra
Por baixo do Sol
Alguma coisa entre o tempo e o espaço
Às vezes dá um nó na cabeça
Observo a poça
Nela pousa uma mosca que se afoga na beira
É complexo
O reflexo
Entender televisão sem peneira
É estético
Tão sintético
Analgésico do fim do dia
Depois de suar
Depois de esgotar-se e de acabar com toda
Energia
É deitar e entrar num coma? E depois?
Acender feito máquina
E fazer tudo tudo tu-tu-do
Tudo tudo tu-tu-do
Tu-tu-do tudo tudo
Tu-tu-do tu-tu-do tudo tudo
Tu-tu-do tu-tu-do tudo tudo
Tu-tu-do tu-tu-do tudo tu-tu-do
Tu-tu-do tu-tu-do tu de novo
Essa tal máquina estétika
Máquina de fazer bobo
Alguma coisa entre o senso e o que faço
Desenrola no espaço e parece não ir bem
Eu sinto ondas de alegria e cansaço
Me construo e me desfaço
E me pergunto: O que é que tem?
Um cinturão de asteroides e cartazes luminosos
Que me vendem o céu por alguns vinténs
Não se vê nada
Nada de errado em comprar o incomprável
E que nunca foi de ninguém
Mas não me desce
Ser ou ver um ser escravo
O horizonte reduzido ao relicário capital
O que me aquece para além desse triturador
É nunca viver sozinho
E reflorestar o que há
O que há?
Odisea Capital
Disculpa la pregunta superficial sobre lo que estás sintiendo
Por encima de la tierra
Bajo el Sol
Por encima de la tierra
Bajo el Sol
Algo entre el tiempo y el espacio
A veces enreda la cabeza
Observo el charco
Donde una mosca se ahoga en el borde
Es complejo
El reflejo
Entender la televisión sin filtro
Es estético
Tan sintético
Analgésico al final del día
Después de sudar
Después de agotarse y acabar con toda
Energía
¿Es acostarse y entrar en un coma? ¿Y luego?
Encenderse como máquina
Y hacerlo todo todo to-to-do
Todo todo to-to-do
To-to-do todo todo
To-to-do to-to-do todo todo
To-to-do to-to-do todo todo
To-to-do to-to-do todo to-to-do
To-to-do to-to-do to de nuevo
Esa tal máquina estética
Máquina de hacer tonto
Algo entre el sentido y lo que hago
Se desenvuelve en el espacio y parece no ir bien
Siento olas de alegría y cansancio
Me construyo y me deshago
Y me pregunto: ¿Qué es lo que tiene?
Un cinturón de asteroides y carteles luminosos
Que me venden el cielo por unos centavos
No se ve nada
Nada malo en comprar lo incomprensible
Y que nunca fue de nadie
Pero no me desciende
Ser o ver a un ser esclavo
El horizonte reducido al relicario capital
Lo que me calienta más allá de esta trituradora
Es nunca vivir solo
Y reforestar lo que hay
¿Qué hay?