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Sujeito Feo

Dupla Mirim

Sujeito Feio

Outro dia eu fui no barbeiro
Mandei aparar o cabelo pelo meio
O barbeiro olhou para mim
Vem ver minha gente que sujeito feio
O barbeiro olhou para mim
Vem ver minha gente que sujeito feio

Que me importa que falem de mim
Não é do meu gosto ser feio assim
Que me importa que falem de mim
Não é do meu gosto ser feio assim

Outro dia eu fui na Paulista
Pedir um emprego de guarda-freio
Os operários fizeram greve
Aqui não se aceita sujeito feio
Os operários fizeram greve
Aqui não se aceita sujeito feio

Que me importa que falem de mim
Não é do meu gosto ser feio assim
Que me importa que falem de mim
Não é do meu gosto ser feio assim

Outro dia mandaram me chamar
Pra mim trabalhar na casa do Tomaz
Aprontei minha roupa segui o rapaz
Calçado de bota, paletó para trás
Quando eu cheguei no emprego
O homem não quis, és feio demais

Que me importa que falem de mim
Não é do meu gosto ser feio assim
Que me importa que falem de mim
Não é do meu gosto ser feio assim

Eu então cheguei para um canto
Puxei a cadeira e ali me sentei
E muito baixinho comigo falei
Que me importa que falem de mim
Não é do meu gosto ser feio assim
Que me importa que falem de mim
Não é do meu gosto ser feio assim

Eu então cheguei para um canto
Puxei a cadeira e ali me sentei
E muito baixinho comigo falei
Que me importa que falem de mim
Não é do meu gosto ser feio assim
Que me importa que falem de mim
Não é do meu gosto ser feio assim

Sujeito Feo

Otro día fui a la peluquería
Pedí que me cortaran el pelo por la mitad
El peluquero me miró
Venid a ver, gente mía, qué sujeto feo
El peluquero me miró
Venid a ver, gente mía, qué sujeto feo

Qué me importa que hablen de mí
No es de mi agrado ser feo así
Qué me importa que hablen de mí
No es de mi agrado ser feo así

Otro día fui a la Paulista
A pedir trabajo de guarda-frenos
Los obreros hicieron huelga
Aquí no se acepta a sujeto feo
Los obreros hicieron huelga
Aquí no se acepta a sujeto feo

Qué me importa que hablen de mí
No es de mi agrado ser feo así
Qué me importa que hablen de mí
No es de mi agrado ser feo así

Otro día me mandaron llamar
Para trabajar en la casa de Tomás
Preparé mi ropa y seguí al muchacho
Con botas puestas, saco hacia atrás
Cuando llegué al trabajo
El hombre no quiso, eres demasiado feo

Qué me importa que hablen de mí
No es de mi agrado ser feo así
Qué me importa que hablen de mí
No es de mi agrado ser feo así

Entonces me fui a un rincón
Tomé una silla y allí me senté
Y muy bajito conmigo hablé
Qué me importa que hablen de mí
No es de mi agrado ser feo así
Qué me importa que hablen de mí
No es de mi agrado ser feo así

Entonces me fui a un rincón
Tomé una silla y allí me senté
Y muy bajito conmigo hablé
Qué me importa que hablen de mí
No es de mi agrado ser feo así
Qué me importa que hablen de mí
No es de mi agrado ser feo así

Escrita por: Anacleto Rosas Jr. / Walter Amaral