Aquele Adeus
Você que me ensinou o que era amar e não uma simples paixão,
me trouxe de volta ao peito o vago vazio
que me devolve a áspera e fria solidão...
Solidão...
E se hoje eu caiu num pranto quase infantil é porque eu sei que algo de mim partiu
na hora em que tive que ouvir aquele adeus.
Insensata vontade de querer me transportar e mudar
pra um lugar onde eu possa viver sem me preocupar
com o que os outros de mim vão pensar e falar,
se eu apenas queria estar em paz com você.
Você que dizia:
- Bobagem, quero ver você provar!
Agora que te mostro você vem a me negar os seus carinhos
se fechando em sua casa, contenção!
E eu que abri mão do meu lar pra te mostrar o que queria
e que perdi minhas armas por pensar não precisar me defender de você.
E agora estou sangrando,
procurando algum lugar,
que haja um porto inerte aonde eu possa me atracar
pra que ao olhar o meu reflexo eu saiba que ainda estou por lá...
Ese Adiós
Tú que me enseñaste lo que era amar y no una simple pasión,
me devolviste al pecho el vacío vago
que me devuelve a la áspera y fría soledad...
Soledad...
Y si hoy caigo en un llanto casi infantil es porque sé que algo de mí se fue
en el momento en que tuve que escuchar ese adiós.
Insensata voluntad de querer transportarme y cambiar
a un lugar donde pueda vivir sin preocuparme
por lo que los demás piensen y digan de mí,
si solo quería estar en paz contigo.
Tú que decías:
- ¡Tonterías, quiero verte probar!
Ahora que te muestro, vienes a negarme tus cariños
encerrándote en tu casa, contención.
Y yo que renuncié a mi hogar para mostrarte lo que quería
y que perdí mis armas al pensar que no necesitaba defenderme de ti.
Y ahora estoy sangrando,
buscando algún lugar,
que haya un puerto inerte donde pueda atracarme
para que al mirar mi reflejo sepa que aún estoy allí...
Escrita por: Gustavo Verde Milfont