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Esmeralda

Ed Vocat & Blues Rock de Velho

Esmeralda

Esmeralda vivia de arte e até que era bacana
Politizada, andava quase nua de dia e se produzia pra cama
Deferia o almoço, o café e o jantar, não tinha preguiça
Molhava o biscoito, passava a manteiga e ajeitava a linguiça

Mas por mais que entendesse de movimentos e posições
Faltavam atitudes, idéias, ideologias e opiniões
Consumia com gosto todo lixo imposto que a mídia vomitava
De um refrão pegajoso, um artista poroso, a uma reles balada

Esmeralda, não vou suportar, não vai dar pra conviver
Entre rádios cafonas, artistas banais e debilóides programas de tv
Você é incapaz de notar o que eu penso, o que eu toco e o que eu sinto
Esse prurido mental me incomoda, me roça, coça até no meu braço

Esmeralda

Esmeralda vivía del arte y aunque era genial
Politizada, casi desnuda caminaba de día y se arreglaba para la cama
Preparaba el almuerzo, el café y la cena, no era perezosa
Mojar la galleta, untar la mantequilla y acomodar la salchicha

Pero aunque entendía de movimientos y posiciones
Le faltaban actitudes, ideas, ideologías y opiniones
Consumía con gusto toda la basura impuesta que los medios vomitaban
Desde un estribillo pegajoso, un artista poroso, hasta una simple balada

Esmeralda, no podré soportarlo, no podré convivir
Entre radios cursis, artistas banale y programas de televisión idiotas
Eres incapaz de notar lo que pienso, lo que toco y lo que siento
Esta comezón mental me molesta, me roza, me pica hasta en el brazo

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