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De Cara Cheia

Edson Camargo (Compositor)

De Cara Cheia

Rasqueado
Eu sou um homem trabalhador
E respeitador da família alheia
Mas certas coisas que me acontecem
Me aborrecem e me chateiam
Existem tentas mulheres bonitas
Eu me casei com uma tão feia
Por isso eu vivo muito desgostoso
Porque o destino foi tão caprichoso
E para acalmar o sistema nervoso
Eu levo a vida de cara cheia.

Na minha vida a luz não chega
A nuvem negra já não clareia
Saio do trampo entro no bar
Vêm os amigos e me rodeiam
Por ali mesmo já me encosto
Se riscar fósforo me incendeia
A minha vida não tem sentido
Só fico um pouco descontraído
E vejo o meu mundo colorido
Quando me encontro de cara cheia.

Nos feriados e fins de semana
É que a coisa dana e entra areia
A mulher briga me desacata
Diz que me mata porque me odeia
Eu vou ao bar pra desabafar
Tomo logo duas garrafas e meia
Volto pra casa cambaleando
Baba caindo à língua travando
Deito na cama o mundo está girando
Eu durmo roncando de cara cheia.

segunda-feira não é brinquedo
Levanto cedo assim que clareia
No meu trabalho eu nunca falto
Por que sou homem de sangue nas veias
Pelo patrão sou elogiado
Não chego atrasado nem de cara feia
Amarro fogo, mas não é por isso
Que vou faltar com meu compromisso
Eu nunca perco um dia de serviço
Por ter dormido de cara cheia

De Cara Cheia

Rasqueado
Soy un hombre trabajador
Y respetuoso de la familia ajena
Pero ciertas cosas que me suceden
Me molestan y me fastidian
Hay tantas mujeres bonitas
Me casé con una tan fea
Por eso vivo muy disgustado
Porque el destino fue tan caprichoso
Y para calmar el sistema nervioso
Llevo la vida de cara cheia.

En mi vida la luz no llega
La nube negra ya no aclara
Salgo del trabajo, entro al bar
Vienen los amigos y me rodean
Ahí mismo me apoyo
Si rasco un fósforo me incendio
Mi vida no tiene sentido
Solo me relajo un poco
Y veo mi mundo colorido
Cuando estoy de cara cheia.

En los feriados y fines de semana
Es cuando la cosa se complica y entra arena
Mi mujer pelea, me insulta
Dice que me mata porque me odia
Voy al bar para desahogarme
Me tomo dos botellas y media de una
Vuelvo a casa tambaleando
Baba cayendo, lengua trabándose
Me acuesto en la cama y el mundo gira
Me duermo roncando de cara cheia.

El lunes no es juego
Me levanto temprano en cuanto aclara
En mi trabajo nunca falto
Porque soy hombre de sangre en las venas
El jefe me elogia
Nunca llego tarde ni de mala gana
Pongo empeño, pero no es por eso
Que faltaré a mi compromiso
Nunca pierdo un día de trabajo
Por haber dormido de cara cheia

Escrita por: Edson Camargo