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Curso del Río

Edson Gomes

Curso do Rio

Minha história começou
Naquele navio, naquele navio
Navegando pelos mares
Naquele navio
Num velho navio

E de lá até aqui
Eu não prosperei nada, nada
E nem conquistei nada
Sou o habitante das favelas
(Sou, sou, sou) aquele que ocupa as calçadas
(Sou, sou, sou) o inquilino das penitenciárias
(Sou, sou, sou) sempre perseguido pela polícia
(Sou, sou, sou) sempre esquecido pela política
(Sou, sou, sou) o judiado da justiça

Vi, vi o meu pai assim (sem nada)
Eu vi o pai do meu pai assim (sem nada)
Pois vi, hoje me vejo assim, (sem nada)
Sem ter forças para mudar o curso do rio
Vi, vi o meu pai assim (judiado)
Eu vi, vi meu avô assim (judiado)
Pois vi, hoje me vejo assim (judiado)
Sem ter forças para mudar o curso do rio
(Será) que os meus filhos vão conseguir mudar?
Vão conseguir mudar, o curso do rio?

Sou o habitante das favelas
(Sou, sou, sou) aquele que ocupa as calçadas
(Sou, sou, sou) o inquilino das penitenciárias
(Sou, sou, sou) sou perseguido pela polícia
(Sou, sou, sou) sempre esquecido pela política
(Sou, sou, sou) o judiado da justiça

Vi, vi o meu pai assim (sem nada)
Eu vi o pai do meu pai assim (sem nada)
Pois vi, hoje me vejo assim, (sem nada)
Sem ter forças para mudar o curso do rio
Vi, vi o meu pai assim (judiado)
Eu vi, vi meu avô assim (judiado)
Pois vi, hoje me vejo assim (judiado)
Sem ter forças para mudar o curso do rio
(Será) que os meus filhos vão conseguir mudar?
Vão conseguir mudar, o curso do rio?

Curso del Río

Mi historia comenzó
En ese barco, en ese barco
Navegando por los mares
En ese barco
En un viejo barco

Y de ahí hasta aquí
No he prosperado nada, nada
Y no he conquistado nada
Soy el habitante de las favelas
(Soy, soy, soy) aquel que ocupa las aceras
(Soy, soy, soy) el inquilino de las penitenciarías
(Soy, soy, soy) siempre perseguido por la policía
(Soy, soy, soy) siempre olvidado por la política
(Soy, soy, soy) el maltratado de la justicia

Vi, vi a mi padre así (sin nada)
Vi al padre de mi padre así (sin nada)
Porque vi, hoy me veo así, (sin nada)
Sin fuerzas para cambiar el curso del río
Vi, vi a mi padre así (maltratado)
Vi, vi a mi abuelo así (maltratado)
Porque vi, hoy me veo así (maltratado)
Sin fuerzas para cambiar el curso del río
(¿Será) que mis hijos van a poder cambiar?
¿Van a poder cambiar, el curso del río?

Soy el habitante de las favelas
(Soy, soy, soy) aquel que ocupa las aceras
(Soy, soy, soy) el inquilino de las penitenciarías
(Soy, soy, soy) soy perseguido por la policía
(Soy, soy, soy) siempre olvidado por la política
(Soy, soy, soy) el maltratado de la justicia

Vi, vi a mi padre así (sin nada)
Vi al padre de mi padre así (sin nada)
Porque vi, hoy me veo así, (sin nada)
Sin fuerzas para cambiar el curso del río
Vi, vi a mi padre así (maltratado)
Vi, vi a mi abuelo así (maltratado)
Porque vi, hoy me veo así (maltratado)
Sin fuerzas para cambiar el curso del río
(¿Será) que mis hijos van a poder cambiar?
¿Van a poder cambiar, el curso del río?

Escrita por: Edson Gomes