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Gaitada

Edson Otto

Gaitada

Eu não sei de onde é que veio
Baldoso e cheio de manha
(Ficando mais conhecido
Que parteira de campanha!)

Eu não sei de onde é que veio
Baldoso e cheio de manha
(Ficando mais conhecido
Que parteira de campanha!)

Nasceu do sopro do vento
Ou talvez de uma pousada
Se fez adulto na pampa
Alegre dando gaitada

O antigo chicho bruto
Sofreu aculturação
Vestindo roupagem nova
Num maior de gavetão

Agarrou grande cambicho
Pela gaita voz trocada
Chegou a ser mestre sala
Nos bailongos de ramada

Deveras ninguém diria
Ou mesmo ninguém sonhava
(Que o vanerão de bombacha
Num sobressalto acordava)

Deveras ninguém diria
Ou mesmo ninguém sonhava
(Que o vanerão de bombacha
Num sobressalto acordava)

O vaneirão nasceu pobre
Consciente do seu estado
Mas entra na casa grande
Sempre de chapéu tapeado!

A vaneira certa feita
Fez sua declaração
De morrer entrelaçada
Nos braços do vaneirão

Enquanto existir querência
Cheirando a chão de mangueira
Vai existir vaneirão
No costado da vaneira!

Enquanto existir querência
Cheirando a chão de mangueira
Vai existir vaneirão
No costado da vaneira!

Eu não sei de onde é que veio
Baldoso e cheio de manha
(Ficando mais mais conhecido
Que parteira de campanha)

Eu não sei de onde é que veio
Baldoso e cheio de manha
(Ficando mais mais conhecido
Que parteira de campanha)

Enquanto existir querência
Cheirando a chão de mangueira
Vai existir vaneirão
No costado da vaneira!

Enquanto existir querência
Cheirando a chão de mangueira
Vai existir vaneirão
No costado da vaneira!

Gaitada

No sé de dónde vino
Calvo y lleno de mañas
(Haciéndose más conocido
Que una partera de campaña)

No sé de dónde vino
Calvo y lleno de mañas
(Haciéndose más conocido
Que una partera de campaña)

Nació del soplo del viento
O tal vez de una posada
Se hizo adulto en la pampa
Alegre dando gaitadas

El antiguo chicho bruto
Sufrió aculturación
Vistiendo nueva vestimenta
En un cajón más grande

Agarró un gran cambicho
Por la gaita voz cambiada
Llegó a ser maestro de ceremonias
En los bailes de galpón

Realmente nadie diría
O ni siquiera lo soñaba
(Que el vanerón de bombacha
En un sobresalto despertaba)

Realmente nadie diría
O ni siquiera lo soñaba
(Que el vanerón de bombacha
En un sobresalto despertaba)

El vanerón nació pobre
Consciente de su condición
Pero entra en la casa grande
Siempre con sombrero adornado

La vaneira bien hecha
Hizo su declaración
De morir entrelazada
En los brazos del vanerón

Mientras exista la querencia
Oliendo a suelo de corral
Existirá el vanerón
En el costado de la vaneira

Mientras exista la querencia
Oliendo a suelo de corral
Existirá el vanerón
En el costado de la vaneira

No sé de dónde vino
Calvo y lleno de mañas
(Haciéndose más conocido
Que una partera de campaña)

No sé de dónde vino
Calvo y lleno de mañas
(Haciéndose más conocido
Que una partera de campaña)

Mientras exista la querencia
Oliendo a suelo de corral
Existirá el vanerón
En el costado de la vaneira

Mientras exista la querencia
Oliendo a suelo de corral
Existirá el vanerón
En el costado de la vaneira!

Escrita por: Telmo de Lima Freitas