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Crupiê

Edson Penha

Crupiê

Faço ou não faço
Não importa a aço, rechaço
Um traço eu passo
No teu querer

Levo e não levo
Mais leve eu nego, renego
Mano teu ego
É de incandescer

Sigo e persigo
Eu vou sem tigo comigo
Não falta amigo
Pra refazer

Conto e reconto
Eu uso o ponto, desponto
Meu jeito é bronco
Estou pronto
Não vou ceder!

Se aquieta mano!
Por mais perdido que eu viva
Na contramão invertida
Não vem, nem diga ou insista
Sei o que devo fazer

Se aquieta mano!
Aguento talho e cascalho
Não vem que eu malho, eu ralho
Mas de cangalha, eu falo
Não posso sobreviver

Dia após dia
Vida vazia, fazia
Um tempo seco
De entorpecer

Penso e repenso
Chega o momento, bom senso
Blefe ou consenso
Quem vai saber?

Calo ou não calo
Num time, vem o estalo
Já estava em tempo
De responder

Volta e revolta
E eu com a chave na porta
No peito, estrondo
Estou pronto
Não vou ceder!

Se aquieta mano!
Por mais perdido que eu viva
Na contramão invertida
Não vem, nem diga ou insista
Sei o que devo fazer

Se aquieta mano!
Aguento talho e cascalho
Não vem que eu malho, eu ralho
Mas de cangalha, eu falo
Não posso sobreviver

Se aquieta mano!
Por mais perdido que eu viva
Na contramão invertida
Não vem, nem diga ou insista
Sei o que devo fazer

Se aquieta mano!
Agora sou crupiê
Vejo o que vejo, revejo
Que as rédeas do meu desejo
Eu mesmo posso conter

Crupiê

Hago o no hago
No importa el acero, rechazo
Un trazo paso
En tu querer

Llevo y no llevo
Más ligero niego, reniego
Tu ego, hermano
Es incandescente

Sigo y persigo
Voy sin ti contigo
No faltan amigos
Para rehacer

Cuento y reconto
Uso el punto, desmonto
Mi manera es tosca
Estoy listo
¡No voy a ceder!

¡Cálmate, hermano!
Por más perdido que viva
En sentido contrario
No vengas, no digas ni insistas
Sé lo que debo hacer

¡Cálmate, hermano!
Aguanto golpes y piedras
No vengas a molestarme, a regañarme
Pero de yugo, hablo
No puedo sobrevivir

Día tras día
Vida vacía, hacía
Un tiempo seco
De entorpecer

Pienso y repienso
Llega el momento, buen juicio
¿Bluff o consenso?
¿Quién sabrá?

Callo o no callo
En un instante, llega la revelación
Ya era hora
De responder

Vuelta y revuelta
Y yo con la llave en la puerta
En el pecho, estruendo
Estoy listo
¡No voy a ceder!

¡Cálmate, hermano!
Por más perdido que viva
En sentido contrario
No vengas, no digas ni insistas
Sé lo que debo hacer

¡Cálmate, hermano!
Aguanto golpes y piedras
No vengas a molestarme, a regañarme
Pero de yugo, hablo
No puedo sobrevivir

¡Cálmate, hermano!
Por más perdido que viva
En sentido contrario
No vengas, no digas ni insistas
Sé lo que debo hacer

¡Cálmate, hermano!
Ahora soy crupiê
Veo lo que veo, reviso
Que las riendas de mi deseo
Yo mismo puedo contener

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