Salgueiro de Corpo Fechado
Magia que vem de Aruanda
Que vence demanda
Sentinela exu Marabô
Muamba, macumba e quimbanda
Guarda a minha banda
Ó meu pai xangô!
Feitiço sem medo de quiumba
Sal grosso, marafo, arruda e guiné
Ousado, mandingo, escravo
De corpo fechado com a força da fé
Cruza a guia batuqueiro, cordão de aço
Baixa o padê na encruza
Fecha o contra-egum no braço
Na gira do candomblé, umbanda ou catimbó
Seu zé me vale, no inimigo dá um nó
(Se liga moço, porque nunca ando só)
Vem de longe o amuleto
Sagrados escritos da lei de Alah
Tem mandinga costurada
Pajelança, mirongueiros, o rosário a rezar
Guiado por moreno, o povo cangaceiro
Fez brilhar seu dom de feiticeiro
De corpo protegido contra arma e munição
Enfrentava inimigos no sertão
Valei-me nossa senhora
Seu manto me acalma, e afaga minha dor
Jurema rainha da mata
Amor em cascata benze o patuá
Vermelho e branco, quebranta todo mal!
Faz a academia campeã do carnaval
Saravá umbanda meu nome é Salgueiro
Preto mandingueiro filho iorubá
A Sapucaí é meu terreiro
Sou bom macumbeiro ninguém vai me derrubar
Salgueiro de Cuerpo Cerrado
Magia que viene de Aruanda
Que vence demandas
Centinela exu Marabô
Muamba, macumba y quimbanda
Cuida a mi banda
¡Oh, mi padre Xangô!
Hechizo sin miedo a la quiumba
Sal grueso, marafo, arruda y guiné
Osado, mandingo, esclavo
De cuerpo cerrado con la fuerza de la fe
Cruza la guía batuqueiro, cordón de acero
Baja el padê en la encrucijada
Cierra el contra-egum en el brazo
En la gira del candomblé, umbanda o catimbó
Su Zé me vale, al enemigo le hace un nudo
(Conéctate, amigo, porque nunca ando solo)
Viene de lejos el amuleto
Sagrados escritos de la ley de Alá
Tiene mandinga cosida
Pajelanza, mirongueros, el rosario a rezar
Guiado por moreno, el pueblo cangaceiro
Hizo brillar su don de hechicero
De cuerpo protegido contra arma y munición
Enfrentaba enemigos en el sertão
¡Socórreme, nuestra señora!
Tu manto me calma y acaricia mi dolor
Jurema, reina de la selva
Amor en cascada bendice el patuá
¡Rojo y blanco, rompe todo mal!
¡Hace la academia campeona del carnaval!
Saravá umbanda, mi nombre es Salgueiro
Negro mandingueiro, hijo yorubá
La Sapucaí es mi terreiro
Soy buen macumbeiro, nadie me va a tumbar
Escrita por: Edu Chagas / Professor Avenas / Baez / Vãnia Moraes / Walter Lopes / Beto Bombeiro / Luiz Vieira / PC Lopes / Silvia Santana / Pedro Bastos