Sanha na Mandinga
Na beira do São Francisco
Eu quero me deitar
Eu quero namorar
Não vou ao correio não
Não tenho a intenção de lhe telegrafar BIS
Certa vêz em Carianha
Escutei uma façanha
Que se deu em Paratinga
Muita manha, muita pinga
Unia terra muito estranha
Uma sanha na mandinga
Uma dor que não se acanha
Um horror que não se vinga BIS
(Na beira do .......)
Diz que em Bom Jesus da Lapa
Quando a noite cai de chapa
E a memória faz um dique
Queima o sol em Xique-Xique
Um dilúvio pelo mapa
Mansidão de piquenique
Quando a rôlha não destapa
E a coragem vai a pique BIS
(*Na beira do ........)
Despenquei de Pirapora
Rolei mais de uma tora
Dobrei mais de uma esquina
Quase chego em Petrolina
Um passado de senhora
Num futuro de menina
Correnteza que apavora
Paradeiro que confina BIS
Na beira do São Francisco
Eu quero me deitar
Eu quero namorar
Não vou ao correio não
Não tenho a intenção de lhe telegrafar
De lhe telegrafar
De lhe telegrafar...
Sanha en la Mandinga
En la orilla del río San Francisco
Quiero acostarme
Quiero enamorarme
No voy al correo
No tengo intención de telegrafiar
Una vez en Carianha
Escuché una hazaña
Que ocurrió en Paratinga
Mucha astucia, mucha bebida
Unió tierras muy extrañas
Una obsesión en la mandinga
Un dolor que no se avergüenza
Un horror que no se venga
(En la orilla del...)
Dicen que en Bom Jesus da Lapa
Cuando cae la noche pesada
Y la memoria construye un dique
Quema el sol en Xique-Xique
Un diluvio en el mapa
Tranquilidad de picnic
Cuando el corcho no se destapa
Y el coraje se desvanece
(En la orilla del...)
Caí desde Pirapora
Rodé más de un tronco
Doblé más de una esquina
Casi llego a Petrolina
Un pasado de señora
Un futuro de niña
Corrienteza que aterroriza
Destino que confina
En la orilla del río San Francisco
Quiero acostarme
Quiero enamorarme
No voy al correo
No tengo intención de telegrafiar
De telegrafiar
De telegrafiar...
Escrita por: Cacaso / Edú Lobo