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Laberinto

Edu Lobo

Labirinto

Não me lembro de onde vim
E já nem sei mesmo para onde é que eu vou
Não conheço o meu caminho
Estou começando a nem saber se estou
Sou um manequim, eu sou eu sem mim
Sou um manequim que a vida já despiu
Que o vento já levou

Dentro deste labirinto
Sinto crescer a minha solidão
Passam braços que me enlaçam
Mãos que me rocam pela escuridão
Que será de mim ?
Eu sou eu sem mim
Sou um manequim que vai sem direção
Em busca de seu fim

Ah, quem me dera coragem
Ah, quem me dera a esperança
Ah, se eu pudesse encontrar o amor
E dizer-lhe que estou ao seu inteiro dispor
De onde surgem estas luzes?
Cruzes! Que medo, são assombrações
Sombras que se arrastam lentas
E, pelos espaços, mais estranhos sons
Estou chegando ao fim, eu sou eu sem mim
Sou um manequim sozinho e sem canções
Estou chegando ao fim

Laberinto

No recuerdo de dónde vengo
Y ya ni siquiera sé hacia dónde voy
No conozco mi camino
Estoy empezando a no saber si estoy
Soy un maniquí, soy yo sin mí
Soy un maniquí que la vida ya desvistió
Que el viento ya se llevó

Dentro de este laberinto
Siento crecer mi soledad
Pasen brazos que me abrazan
Manos que me rozan por la oscuridad
¿Qué será de mí?
Soy yo sin mí
Soy un maniquí que va sin dirección
En busca de su fin

Ah, quién me diera coraje
Ah, quién me diera la esperanza
Ah, si pudiera encontrar el amor
Y decirle que estoy a su entera disposición
¿De dónde surgen estas luces?
¡Cruces! Qué miedo, son apariciones
Sombras que se arrastran lentas
Y, por los espacios, más extraños sonidos
Estoy llegando al final, soy yo sin mí
Soy un maniquí solo y sin canciones
Estoy llegando al final

Escrita por: Vinícius de Moraes / Edú Lobo