Pianinho
Em vez de ir bem direto àquele assunto que me traz
Eu vim chorando leve de viés
Gravei de ouvido tantas confissões musicais
Móveis e imóveis tramas que a onda faz
Tangendo a lua branca no convés
E sem negar o sonho não botei nada demais
Um truque se transforma num revés
E uma voz de longe disse assim: Ô rapaz
Falta de medida só revela o incapaz
Imita a simetria das marés
É tudo bem, vou logo lhe avisando que to nessa também
E essa voz que me aconselha assim de onde vem
Não acredito em Deuses, digo amém
Falando em chopp, bonde, bandolim, retratos, jazz
Moderna e lá no tempo do mil réis
Lembrando então que agora daqui a pouco é jamais
Nazareths, valzinhos, tons, garotos, raveis - reconheci a voz do Radamés
Lembrando então que agora daqui a pouco é jamais
Nazareths, valzinhos, tons, garotos, raveis - reconheci a voz do Radamés
Reconheci a voz do Radamés
Pianinho
En lugar de ir directo al asunto que me preocupa
Llegué llorando suavemente de lado
Grabé de oído tantas confesiones musicales
Tramas móviles e inmóviles que la ola crea
Tocando la luna blanca en la cubierta
Y sin negar el sueño, no puse nada más
Un truco se convierte en un revés
Y una voz lejana dijo así: 'Oye chico'
La falta de medida solo revela al incapaz
Imita la simetría de las mareas
Está bien, te advierto que también estoy en esto
Y esta voz que me aconseja, ¿de dónde viene?
No creo en dioses, digo amén
Hablando de cerveza, tranvía, bandolín, retratos, jazz
Moderno y también en la época del mil réis
Recordando entonces que ahora en un rato es nunca
Nazareths, valses, tonos, chicos, rabeles - reconocí la voz de Radamés
Recordando entonces que ahora en un rato es nunca
Nazareths, valses, tonos, chicos, rabeles - reconocí la voz de Radamés
Reconocí la voz de Radamés
Escrita por: Edú Lobo / Aldir Blanc