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Para vivir siempre es temprano

Edvaldo Santana

Pra viver é sempre cedo

Eu não dirijo carro nâo uso celular
Procuro um lugar calmo que eu possa trabalhar
Não quero ser um crente com medo do senhor
Pois Deus não deu patente pra padre e pra pastor
A morte está em cena na imprensa pop show
Sintoma da doença que a ciência não curou
Aposto minhas fichas em quem me tem amor
Não quero ser a caça muito menos caçador

É pra viver é sempre cedo
Na hora do fracasso só ficou
Quem aprendeu lhe dar com o medo
É quem é que não quer sossego
Parece que o sucesso demorou
Para encontrar o seu segredo

Eu não sigo novela nem gincana de amador
Não sirvo de modelo para a mídia de metrô
Não pego mau olhado desliga o monitor
Eu não sou obrigado a sorrir no elevador
Não gosto de quem manda não como sem sabor
Depende com quem anda pra saber onde é que eu vou
Não quero sua arma e nem o seu pavor
Eu gosto da alegria do lugar que me criou

É pra viver é sempre . . .

Não quero sua grana e nem o seu lugar
Não vou dormir com a fama não quero me isolar
Procuro um idioma pra me comunicar
Só quero ver o samba rap blues se misturar
Não gosto de futrica não falo com cagueta
Não tem B.O na fita não pago pra ninfeta
Sou negro índio velho na Sinhá na Jacuí
Palavra que eu canto tem Tupã e tem Zumbi

texto incidental-(Rappin' Hood)
Se a corrida é pelo certo eu tô, tô lado a lado
Aliado com comédia não vou, tô sossegado
Se o bicho tá pegando parceiro, não vou correr
Se a fita é da boa ladrão ,vou me envolver
Andando junto com vacilão nunca me viu
Não faço amigos com intenção no metal vil
Se a policia vim me perguntar não tô ligado
Eu gosto sempre de estar bem acompanhado
Hood e Edvaldo Santana só os bambas
Mais um hip-hop com blues, mpb, samba
Pra ser feliz sem medo pra andar no sossego
Pois pra viver é sempre cedo

Para vivir siempre es temprano

No manejo auto, no uso celular
Busco un lugar tranquilo donde pueda trabajar
No quiero ser un creyente con miedo al señor
Porque Dios no dio patente al cura ni al pastor
La muerte está en escena en la prensa pop show
Síntoma de la enfermedad que la ciencia no curó
Apuesto mis fichas en quien me ama
No quiero ser la presa, mucho menos cazador

Es para vivir, siempre es temprano
En la hora del fracaso, solo quedó
Quien aprendió a lidiar con el miedo
¿Quién no quiere tranquilidad?
Parece que el éxito tardó
En encontrar su secreto

No sigo telenovelas ni competencias de aficionados
No sirvo de modelo para los medios de transporte subterráneo
No atraigo malas vibras, apago el monitor
No estoy obligado a sonreír en el ascensor
No me gusta quien manda, no como sin sabor
Depende con quién ande para saber a dónde voy
No quiero tu arma ni tu pavor
Me gusta la alegría del lugar que me crió

Es para vivir, siempre es temprano

No quiero tu dinero ni tu lugar
No dormiré con la fama, no quiero aislarme
Busco un idioma para comunicarme
Solo quiero ver el samba, rap y blues mezclarse
No me gusta chismear, no hablo con soplones
No hay problemas en la cinta, no pago a la ninfómana
Soy negro, indio, viejo en Sinhá en Jacuí
La palabra que canto tiene a Tupã y a Zumbi

(Rappin' Hood)
Si la carrera es por lo correcto, estoy, lado a lado
Aliado con comedia, no me estreso
Si la cosa se pone difícil, hermano, no correré
Si la película es buena, ladrón, me involucraré
Andando junto a los tontos, nunca me verás
No hago amigos con intenciones en el vil metal
Si la policía viene a preguntar, no estoy enterado
Me gusta estar siempre bien acompañado
Hood y Edvaldo Santana, solo los maestros
Otro hip-hop con blues, mpb, samba
Para ser feliz sin miedo, para caminar en paz
Porque para vivir siempre es temprano

Escrita por: Edvaldo Santana