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Horizontes

Elaine Geissler

Horizontes

Há muito tempo que ando
Nas ruas de um porto não muito alegre
E que, no entanto, me traz encantos
E um pôr do Sol me traduz em versos

De seguir livre muitos caminhos
Arando terras, provando vinhos
De ter ideias de liberdade
De ver amor em todas idades

Nascí chorando, moinhos de vento
Subir no bonde, descer correndo
A boa funda de goiabeira
Jogar bolita, pular fogueira

Sessenta e quatro, sessenta e seis
Sessenta e oito um mau tempo talvez
Anos setenta não deu pra ti
E nos oitenta eu não vou me perder por aí

Não vou me perder por aí
Não vou me perder por aí
Não vou me perder por aí

Horizontes

Hace mucho tiempo que ando
Por las calles de un puerto no muy alegre
Y que, sin embargo, me trae encantos
Y un atardecer me traduce en versos

De seguir libre muchos caminos
Arando tierras, probando vinos
De tener ideas de libertad
De ver amor en todas las edades

Nací llorando, molinos de viento
Subir en el tranvía, bajar corriendo
La buena honda de guayaba
Jugar canicas, saltar la hoguera

Sesenta y cuatro, sesenta y seis
Sesenta y ocho, un mal tiempo tal vez
Años setenta no te tocó a ti
Y en los ochenta no me voy a perder por ahí

No me voy a perder por ahí
No me voy a perder por ahí
No me voy a perder por ahí

Escrita por: Flavio Bicca Rocha