Vinho Veneno
Eu sou eu
Acredite quem quiser
Pura mulher, leva fé
Sou carne de pescoço
Dura que nem osso
Tem que haver esforço pra me mastigar
Seu moço, seu moço
Meu aval, meu endosso
É água de poço antes de filtrar
Me finjo de boba, mas sou uma loba
Não é qualquer piromba que vai me vencer
Sou vinho veneno, sou saco de feno
Se não houver dreno, não vai me comer
Eu sou eu
Acredite quem quiser
Pura mulher, leva fé
Sou pista de barro
De barro batido
É tempo perdido você cavucar
Sou malha de ferro, de ferro maciço
Anzol sem caniço não vai me pescar
Sou faca amolada
Patroa e empregada
Sou tudo, sou nada
Eu não sei quem sou
Eu sou o suspiro, a curva do giro
Sou alvo do tiro que você errou
Vino Veneno
Yo soy yo
Cree quien quiera
Mujer pura, ten fe
Soy carne de cuello
Dura como hueso
Hay que hacer esfuerzo para masticar
Oye, oye
Mi aval, mi respaldo
Es agua de pozo antes de filtrar
Me hago la tonta, pero soy una loba
No es cualquier pendejo el que me va a vencer
Soy vino veneno, soy un costal de paja
Si no hay drenaje, no me vas a comer
Yo soy yo
Cree quien quiera
Mujer pura, ten fe
Soy pista de barro
De barro compactado
Es tiempo perdido que te pongas a cavar
Soy malla de hierro, de hierro macizo
Anzuelo sin caña no me va a pescar
Soy cuchillo afilado
Dueña y empleada
Soy todo, soy nada
No sé quién soy
Soy el suspiro, la curva del giro
Soy el blanco del tiro que tú erraste
Escrita por: Carlito Cavalcante, Beto Sem Braço