Eu Vou Pra Lua
Eu vou pra Lua
Eu vou morar lá
Vou no meu Sputinik
Do campo do Jequiá
{bis} [Refrão]
Já estou enjoado aqui da Terra
Onde o povo a pulso faz regime
A indústria, o roubo, a fome e o crime
Onde os preços aumentam todo dia
O progresso daqui é a carestia
Não adianta mais se fazer crítica
Ninguém acredita na política
Onde o povo vive em agonia
{Refrão}
Lá não tem juventude transviada
Os rapazes de lá não têm malícia
Quando há casamento na polícia
É a moça quem é sentenciada
E se acaso a dona for casada
Trair o marido a coisa é feia
Ela pega dez anos de cadeia
E o conquistador não sofre nada
{Refrão}
Na Lua não tem nome abreviado
IPSEP, IPASE nem CASEPE
Nem IPEP, nem CPMF
Nem há contrabando de mercadoria
Lá não falta água, não falta energia
Não falta hospital, não falta escola
É fuzilado lá quem "come bola"
E morre na rua quem faz anarquia
{Refrão}
Me Voy a la Luna
Me voy a la Luna
Voy a vivir allí
En mi Sputnik
Desde el campo de Jequiá
{repetición} [Estribillo]
Ya estoy harto aquí en la Tierra
Donde la gente se mata trabajando
La industria, el robo, el hambre y el crimen
Donde los precios suben cada día
El progreso aquí es la carestía
Ya no tiene sentido criticar
Nadie cree en la política
Donde la gente vive en agonía
{Estribillo}
Allá no hay juventud desviada
Los chicos de allá no tienen malicia
Cuando hay un matrimonio en la policía
Es la mujer la sentenciada
Y si la dueña está casada
Engañar a su marido es grave
Ella recibe diez años de cárcel
Y el conquistador no sufre consecuencias
{Estribillo}
En la Luna no hay nombres abreviados
IPSEP, IPASE ni CASEPE
Ni IPEP, ni CPMF
No hay contrabando de mercancía
Allí no falta agua, no falta energía
No faltan hospitales, no faltan escuelas
En la Luna es fusilado quien falla
Y muere en la calle quien hace anarquía
{Estribillo}
Escrita por: Ary Lobo / Luiz França