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Regreso del Asa Blanca

Elba Ramalho

Volta da Asa Branca

Já faz 3 noites que pro norte relampeia
A asa branca ouvindo o ronco do trovão
Já bateu asas e voltou pro meu sertão
Ai, ai, ai, eu vou-me embora, vou cuidar da plantação
Já bateu asas e voltou pro meu sertão
Ai, ai, ai, eu vou-me embora, vou cuidar da plantação
A seca fez eu desertar a minha terra
Mas felizmente Deus agora se "alembrou"
De mandar chuva pra esse sertão sofredor
Sertão das "muié séria" dos "home trabaiadô"
De mandar chuva pra esse sertão sofredor
Sertão das "muié séria" dos "home trabaiadô"
Rios correndo as cachoeiras tão zoando
Terra molhada mato verde que riqueza
E a asa branca tarde canta que beleza
Ai, ai, ai, o povo alegre mais alegre a natureza
E a asa branca tarde canta que beleza
Ai, ai, ai, o povo alegre mais alegre a natureza
Revendo a chuva me "arrecordo" de Rosinha
A linda flor do meu sertão pernambucano
E se a safra não atrapalhar meus planos
Que é que há seu vigário
Vou casar no fim do ano

Regreso del Asa Blanca

Ya van 3 noches que relampaguea hacia el norte
El asa blanca escuchando el rugido del trueno
Ya batió alas y regresó a mi sertón
Ay, ay, ay, me voy, voy a cuidar la plantación
Ya batió alas y regresó a mi sertón
Ay, ay, ay, me voy, voy a cuidar la plantación
La sequía me hizo abandonar mi tierra
Pero afortunadamente Dios ahora se acordó
De enviar lluvia a este sertón sufrido
Sertón de mujeres serias y hombres trabajadores
De enviar lluvia a este sertón sufrido
Sertón de mujeres serias y hombres trabajadores
Ríos corriendo, las cascadas están sonando
Tierra mojada, verde vegetación, ¡qué riqueza!
Y el asa blanca canta al atardecer, ¡qué belleza!
Ay, ay, ay, la gente feliz, más feliz la naturaleza
Y el asa blanca canta al atardecer, ¡qué belleza!
Ay, ay, ay, la gente feliz, más feliz la naturaleza
Recordando la lluvia, recuerdo a Rosinha
La hermosa flor de mi sertón pernambucano
Y si la cosecha no arruina mis planes
¿Qué pasa, señor cura?
Me casaré al final del año

Escrita por: Luiz Gonzaga / Zé Dantas