Sonhos Intranquilos
Aparte de mim coisas poucas
Engula sem água as migalhas de amor
Tem dias que a gente não sabe o que quer
E hoje acordei intranquilo
Cravando um punhal me dizia
Não! Jamais
Cercado de ar e loucura
Ouvido a espera do que se fez falta
Tomou-se de apostas ao dado
E guarde as palavras rasas
Que eu já estou bem cansado
Desse tanto faz
Sempre lhe dei versos brandos
Sempre fui eu quem te fez descansar
Será que um retrato molhado
Preserva a beleza de um caminhar
Sol, Lua, só
Foi noite ou dia a maldade?
Nunca de novo
Creio talvez seja verdade
Rio acima, fim ladeira abaixo
Cabeça ao peito simulacro
Rei invisível de um mundo categórico
E sua coroa de plástico
Não se espante
Se eu for embora a qualquer hora
Sem ao menos te acordar
Sueños Intranquilos
Aparte de mí cosas pocas
Traga sin agua las migajas de amor
Hay días que uno no sabe lo que quiere
Y hoy desperté intranquilo
Clavando un puñal me decía
¡No! Jamás
Rodeado de aire y locura
Oído a la espera de lo que hizo falta
Se entregó a apuestas al azar
Y guarda las palabras vacías
Que ya estoy bastante cansado
De este tanto da
Siempre te di versos suaves
Siempre fui yo quien te hizo descansar
¿Será que un retrato mojado
Preserva la belleza de un caminar?
Sol, Luna, solamente
¿Fue noche o día la maldad?
Nunca más
Creo que tal vez sea verdad
Río arriba, fin ladera abajo
Cabeza en el pecho simulacro
Rey invisible de un mundo categórico
Y su corona de plástico
No te sorprendas
Si me voy en cualquier momento
Sin siquiera despertarte