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Vieja Carretera

Eli Silva e Degleir

Velha Estrada

Velha estrada antiga boiadeira
Levou da história do nosso sertão
Onde passou boiada e carros de boi
As suas rodas assinalando o chão

Igual a dor que assinalou meu peito
No chão saudoso do meu coração
São as lembranças de um velho passado
Daqueles tempos em que fui peão

Trago guardado no arquivo da mente
Recordações desta velha estrada
Parte da vida eu passei viajando
Foi vinte anos tocando boiada

Comi poeira, tomei Sol e chuva
Dormi no tempo em noites geladas
Banhei meus pés com águas cristalinas
Com o orvalho da relva molhada

Somente em sonho hoje posso revê-las
Cenas marcantes da vida passada
Som de cascos de boi pantaneiro
Se misturando ao grito da peonada

Seguindo a trilha da cruel saudade
Vejo o fim desta minha jornada
Me juntarei com os meus companheiros
Pra repousar na última morada

Dói, dói saudade
Que sinto com meus velhos companheiros
Dói, dói saudade
Por não ver mais boiada e nem carreiro

Vieja Carretera

Vieja carretera de antaño ganadera
Llevó la historia de nuestro llano
Donde pasaron manadas y carretas de bueyes
Sus ruedas marcando el suelo

Igual al dolor que marcó mi pecho
En el suelo añorante de mi corazón
Son los recuerdos de un viejo pasado
De aquellos tiempos en que fui peón

Guardo en el archivo de mi mente
Recuerdos de esta vieja carretera
Parte de mi vida la pasé viajando
Fueron veinte años guiando manadas

Comí polvo, tomé sol y lluvia
Dormí a la intemperie en noches heladas
Bañé mis pies con aguas cristalinas
Con el rocío de la hierba mojada

Solo en sueños hoy puedo volver a verlas
Escenas memorables de la vida pasada
Sonido de cascos de buey pantanero
Mezclándose con el grito de los peones

Siguiendo el rastro de la cruel nostalgia
Veo el final de este mi viaje
Me reuniré con mis compañeros
Para descansar en la última morada

Duele, duele la nostalgia
Que siento con mis viejos compañeros
Duele, duele la nostalgia
Por no ver más manadas ni carreteros

Escrita por: Joao Batista, Eli Silva