Muiraquitã
História que é herança
Herança ancestral
Herança indígena, preta, presente
Presente que é amuleto
Presente para o futuro
Amuleto de liberdade
Ana de cá
Mercedes de lá
Vem cheiro de Jurema
Junta a semente pra barulhar
Tem mais menina vindo é de pedreira
Ói meu menino aí é de cachoeira
Tem mais menino vindo é de pedreira
Ói minha menina aí é de cachoeira
Rio que corre pra cima
Terra de luz que ilumina
Minas Gerais ancestrais
Foi índia, preta, menina
Muiraquitã ensina o que é meu
Liberdade ela é quem me deu
Muiraquitã ensina o que é meu
Liberdade ela é quem me deu
Fecho o olho pra lembrar
Ganho força no caminhar
Por conta dela, meu eu nasceu
Só por força dela, tanto seu viveu
Muiraquitã ensina o que é meu
Liberdade ela é quem me deu
Muiraquitã ensina o que é meu
Liberdade ela é quem me deu
Ela é Dulce de doce ela é rapadura
Ela é dura na queda ela me segura
Ancestral parideira é a voz da avó
Não esquece seus filhos, não deixa só
Muiraquitã
Historia que es legado
Legado ancestral
Legado indígena, negra, presente
Presente que es amuleto
Presente para el futuro
Amuleto de libertad
Ana de acá
Mercedes de allá
Viene olor a Jurema
Junta la semilla para hacer ruido
Viene más niña de la cantera
Mira mi niño, ahí es de la cascada
Viene más niño de la cantera
Mira mi niña, ahí es de la cascada
Río que corre hacia arriba
Tierra de luz que ilumina
Minas Gerais ancestrales
Fue india, negra, niña
Muiraquitã enseña lo que es mío
Libertad ella es quien me dio
Muiraquitã enseña lo que es mío
Libertad ella es quien me dio
Cierro los ojos para recordar
Gano fuerza al caminar
Por ella, mi yo nació
Solo por su fuerza, tanto se vivió
Muiraquitã enseña lo que es mío
Libertad ella es quien me dio
Muiraquitã enseña lo que es mío
Libertad ella es quien me dio
Ella es Dulce de dulce, ella es panela
Ella es dura en la caída, ella me sostiene
Ancestral partera es la voz de la abuela
No olvida a sus hijos, no los deja solos