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Viejo Arbolado

Elizeth Cardoso

Velho Arvoredo

Eu te esqueci muito cedo
Pelo tempo que passou
Tal como um velho arvoredo
Que o vento não derrubou
Tronco mudado em rochedo
Pedra transformada em flor
E eu fui ficando sozinho
No pó do caminho
Me desenganando
Sofrendo e chorando
E mantendo em segredo
Essa minha ilusão
Que me escapou de entre os dedos
Pra não sei que outras mãos
E eu me tornei o arremedo
De tudo aquilo que eu não sou
Mas, eu jamais retrocedo
O que passou, passou

Já superei, mas só eu sei
O mesmo, jamais eu serei
Feito a madeira, o machado inclinando
Eu, por fora, estou cicatrizando
E, por dentro, sangrando
Afastado do medo
Mas, sozinho, tal como o velho arvoredo
Que não serve ao tempo, nem ao lenhador
E o vento abandonou.

Viejo Arbolado

Te olvidé muy temprano
Por el tiempo que pasó
Como un viejo arbolado
Que el viento no derribó
Tronco convertido en peñasco
Piedra transformada en flor
Y me fui quedando solo
En el polvo del camino
Desilusionándome
Sufriendo y llorando
Y guardando en secreto
Esta ilusión mía
Que se me escapó de entre los dedos
Para no sé qué otras manos
Y me convertí en la imitación
De todo aquello que no soy
Pero, jamás retrocedo
Lo pasado, pasado está

Ya superé, pero solo yo sé
Que nunca seré lo mismo
Como la madera, el hacha inclinándose
Yo, por fuera, estoy cicatrizando
Y, por dentro, sangrando
Alejado del miedo
Pero, solo, como el viejo arbolado
Que no sirve al tiempo, ni al leñador
Y el viento abandonó.

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