A Caverna
Não se acostumar com a escuridão
Não pensar que o céu é o chão
Não acreditar nesses morcegos
Cegos, que voam tão distantes sobre nós
Não deixar perder-se a visão
Já não basta o vinho e o pão
Não acreditar nesse chão frio
Rio de sombras que deságua em lugar nenhum
É preciso sair da caverna
Acreditar lá fora existe luz
Deixar os cacos de vidros com seu brilho de ilusão
Ousar pegar as estrelas que não se chega com a mão
Não se afastar do que é verdade
Reinventar-se em claridade
Depois da agonia, vem calma
Alma, não somos um sinônimo pra dor
La Caverna
No acostumbrarse a la oscuridad
No pensar que el cielo es el suelo
No creer en esos murciélagos
Ciegos, que vuelan tan lejos sobre nosotros
No dejar que se pierda la visión
Ya no basta el vino y el pan
No creer en este suelo frío
Río de sombras que desemboca en ningún lugar
Es necesario salir de la caverna
Creer que afuera hay luz
Dejar los fragmentos de vidrio con su brillo de ilusión
Atreverse a alcanzar las estrellas que no se alcanzan con la mano
No alejarse de lo que es verdad
Reinventarse en claridad
Después de la agonía, viene la calma
Alma, no somos sinónimo de dolor
Escrita por: Elizeu Cardoso