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Indio

Elso Nascimento

Índio

Índio
Tu que fostes o primeiro habitante desta tribo
Peço que permita me um momento para ti chamar de amigo!
Pois você é o verdadeiro herdeiro desse trono
Se essa terra não for sua, então, me diz quem é o dono!
Para que eu lhe fale do terrível abandono
Mostrar a ele o que sobrou do paraíso
Dizer-lhe a verdade. Tudo que preciso
Um sorriso. Um sorriso

Índio
Tu que falas nossa verdadeira língua
Que ama o sol, e a lua até quando ela míngua
Tu que sabes os segredos das florestas
Que eram vastas, hoje se tornaram estas
Que um dia serão apenas fotografias
É pena que não volta mais aquele tempo de harmonia!
Que você foi feliz aqui, algum dia!
Chorou lágrimas de alegria

Índio
É difícil explicar tanta beleza
Hoje eu vivo amanhã não tenho certeza
Eu tenho medo que meus filhos não o conheçam
E a humanidade para sempre os esqueçam

Mas, hoje índio
É difícil explicar tanta beleza
Hoje eu vivo amanhã não tenho certeza
Eu tenho medo que meus filhos não o conheçam
E a humanidade para sempre os esqueçam
De uma raça cheia de graça!

Indio

Indio
Tú que fuiste el primer habitante de esta tribu
¡Te pido que me permitas un momento para llamarte amigo!
Pues eres el verdadero heredero de este trono
Si esta tierra no es tuya, entonces, ¡dime quién es el dueño!
Para que te hable del terrible abandono
Mostrarle lo que queda del paraíso
Decirle la verdad. Todo lo que necesito
Una sonrisa. Una sonrisa

Indio
Tú que hablas nuestra verdadera lengua
Que amas el sol, y la luna incluso cuando mengua
Tú que conoces los secretos de los bosques
Que eran vastos, hoy se han convertido en esto
Que algún día serán solo fotografías
¡Es una lástima que aquel tiempo de armonía no vuelva más!
¡Que alguna vez fuiste feliz aquí, algún día!
Lloraste lágrimas de alegría

Indio
Es difícil explicar tanta belleza
Hoy vivo, mañana no tengo certeza
Tengo miedo de que mis hijos no te conozcan
Y la humanidad los olvide para siempre

Pero, hoy indio
Es difícil explicar tanta belleza
Hoy vivo, mañana no tengo certeza
Tengo miedo de que mis hijos no te conozcan
Y la humanidad los olvide para siempre
De una raza llena de gracia!

Escrita por: Kico de Almeida