395px

Saudosa Maloca/Tren de los Elevens

Elymar Santos

Saudosa Maloca / Trem das Onzes

Se o senhor não tá lembrado, dá licença de contar
Aqui onde agora está este edifício arto
Era uma casa véia, um palacete assobradado
Foi aqui seu moço, que eu, Mato Grosso e o Joca

Construímo nossa maloca
Mais um dia, nós nem pode se alembrá
Veio os home com as ferramenta e o dono mando derrubá
Peguemos todas nossas coisas e fomo pro meio da rua

Apreciá a demolição
Que tristeza que nós sentia, cada táuba que caía
Doía no coração
Mato Grosso quis gritar, mas por cima eu falei

Os home tá co'a razão, nós arranja outro lugar
Só se conformemo quando o Joca falou
Deus dá o frio conforme o cobertor
E hoje nós pega as paia nas gramas de um jardim

E pra esquecer nós cantemos assim:
Saudosa maloca, maloca querida
Dim dim donde nós passemos
Dias feliz da nossa vida

Joga as cascas prá lá
Joga as cascas prá lá
Joga as cascas prá lá, meu bem!
Não posso ficar nem mais um minuto com você

Sinto muito amor, mas não pode ser
Moro em Jaçanã
Se eu perder esse trem
Que sai agora às onze horas

Só amanhã de manhã
E além disso mulher,
Tem outra coisa
Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar

Sou filho único,
E tenho minha casa pra olhar
Eu não posso ficar...
Quais, quais, quais,

Quais, quais, quais
Faz carigundum, faz caringundum, faz caringundum.

Saudosa Maloca/Tren de los Elevens

Si no lo recuerdas, ¿me disculparías para decírtelo?
Aquí donde ahora está este arto edificio
Era una casa vieja, una mansión encantada
Fue aquí tu muchacho, que yo, Mato Grosso y Joca

Construimos nuestra maloca
Un día más, ni siquiera podemos comentar
Los hombres entraron con las herramientas, y el dueño tiene que derribarlas
Tomemos todas nuestras cosas y salgamos en medio de la calle

Disfruta de la demolición
Qué tristeza sentimos, cada tabuba que cayó
Duele en el corazón
Mato Grosso quería gritar, pero en la parte superior dije

Las casas tienen razón, encontramos otro lugar
Sólo me conformo cuando habló Joca
Dios da el frío según la manta
Y hoy tomamos la paia en la hierba de un jardín

Y para olvidar cantamos así
Falta maloca, maloca querida
Dim dim por donde pasamos
Días felices de nuestra vida

Tira los proyectiles
Tira los proyectiles
¡Tira las conchas por ahí, nena!
No puedo pasar un minuto más contigo

Lo siento, amor, pero no puede ser
Vivo en Jaçanã
Si pierdo este tren
Que sale ahora a las once en punto

No hasta mañana por la mañana
Y además de la mujer
Hay algo más
Mi madre no dormirá hasta que yo llegue

Soy un hijo único
Y tengo mi casa para mirar
No puedo quedarme
Que, que, qué

Que, que, que, que
Carigundum, caringundum, caringundum

Escrita por: Adoniran Barbosa